LULA, SE MANDA. MANDA TODOS NÓS À MERDA. NÓS NÃO MERECEMOS VOCÊ.

27 jan

LULA, SE MANDA!!!
E MANDA TODOS NÓS À MERDA!
SE MANDA, COMPANHEIRO. SE MANDA!!!

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Vivemos sob a nova lei.
A nova lei dos sem lei.
Lei não há.
Assim é que o sistema aprova.
Assim escolheram as elites.
Bacanal, orgia, suruba, farra sem fim.
Na suruba as escolhas não são muitas.
Ou se é passivo ou se é ativo. Ou ambos.
Escrachados, esculachados, esculhambados, arregaçados…
Simples assim. É o caos.
É assim a anarquia? Acho que sim. Portanto descubro que não sou anarquista… É claro que não é nada disto. Apenas o caos.
Tem certeza de que é isto mesmo que você quer para o seu país? Tem certeza?
Se é isso que você quer então tá tudo certo.
Fodam-se todos nesta suruba da esculhambação.
Fodam-se todos nesta suruba do escracho.
Fodam-se todos nesta suruba da esculacho.
USEM CAMISINHA.

gustavohorta.wordpress.com

Vale a Leitura. Texto brilhante de Francisco Costa!!

CARTA ABERTA AO JUDICIÁRIO BRASILEIRO

Excelências, e dirijo-me a todos os magistrados brasileiros, do juiz de primeira instância, no menor, mais pobre e longínquo município, aos Ministros do Superior Tribunal Federal – STF.
A minha posição político-ideológica é pública e notória, e aqui declino dela, tentando a neutralidade.
Vou além: aqui e só aqui, circunstancialmente, admitirei a culpabilidade do ex Presidente Luis Inácio Lula da Silva.
Ouvi atentamente cada minuto do julgamento do recurso impetrado pelas defesas de réus da Lava Jato, entre eles, o ex Presidente, já aludido.
Em mais de uma oportunidade ouvi dos Senhores Desembargadores coisas tais como: “juízes não julgam pessoas, mas fatos, punindo os que participaram dos fatos, se ilícitos ou criminosos”, “todos os homens são iguais perante a lei, do mais humilde ao Presidente da República”, chegando à citação do escritor russo Fiodor Dostoievsky: “não existem homens de bronze, são todos de carne e osso”.
Concordo com todas essas afirmações e, a partir delas, indago sobre algumas dúvidas, minhas, suscitadas a partir do que ouvi hoje.
O ex Presidente Fernando Henrique Cardoso é proprietário de um apartamento de luxo no mais luxuoso bairro de Paris, na Avenue Foch, ao lado dos Príncipes de Mônaco e sheiks árabes, avaliado em 11 milhões de euros, mais um apartamento em Nova Iorque, dois em bairros nobres de São Paulo, um na Zona Sul do Rio de Janeiro, área nobre, e mais um fazenda de 1 046 hectares, no município de Buritis(MG), com um aeroporto dentro, com pista maior que a do Aeroporto Santos Dumont, que serve à ponte aérea Rio-São Paulo, graciosamente construído pela empreiteira Camargo Correa, que no governo FHC ganhou praticamente todas as licitações para as obras públicas em Brasília.
Cálculos modestos apontaram que para ter este patrimônio de maneira lícita, FHC teria que ter presidido este país, acumulando os salários de presidente e de professor, por mais de 200 anos, e me ative ao registrado e assumido pelo ex presidente, sem considerar as contas e empresas offshore descobertas pela PF e Banco Central, em paraísos fiscais, a partir de denúncias vindas do exterior.
Estamos diante de fatos, ou por haver um homem de bronze por trás não são fatos?
O ex governador e atual senador Aécio Neves construiu dois aeroportos em fazendas de sua família, com dinheiro público, fora da rota dos vôos comerciais, mas na rota do narcotráfico, fez aportes enormes de dinheiro público para as suas empresas, a começar pelas suas emissoras de rádio, detém, de maneira obscura, a quase totalidade das reservas de nióbio, minério nobre, do planeta, foi gravado pedindo propinas e citado na Lava Jato dezenas de vezes.
Estamos diante de fatos ou não são fatos, porque há um homem de bronze por trás?
O ex governador, ex ministro e senador José Serra, filho de imigrantes, nascido em uma quitinete, no subúrbio paulistano, é hoje detentor de uma enorme fortuna, com a PF tendo descoberto contas suas em paraísos fiscais, tendo sido acusado de ser chefe de uma quadrilha internacional, pelo Ministério Público espanhol, com a sua filha tendo uma variação patrimonial de mais de 60 000% em menos de um ano, partindo de uma pequena sorveteria para ser sócia do dono da AMBEV, a segunda fortuna brasileira.
Isto nos faz estar diante de fatos ou não são fatos, porque com um homem de bronze por trás?
A Polícia Federal apreendeu um helicóptero com quase meia tonelada de pasta de cocaína, helicóptero de um deputado, apreendido na fazenda de um senador. Isto é um fato ou não é um fato, porque há homens de bronze por trás?
Um jatinho executivo foi interceptado com 647 kg de pasta de cocaína, tendo levantado vôo de uma fazenda de propriedade de um ministro. Isto é um fato, ou não é um fato, porque há homens de bronze por trás?
Eu poderia continuar citando nomes, e daria um livro com centenas de páginas, mas se os senhores repararem, só citei fatos relacionados com nomes da elite do PSDB.
Hoje, no julgamento de Lula, ouvi os nomes de diversos partidos serem citados, mas não ouvi a citação do PSDB.
Por fim, Excelências, um advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Durán, em depoimento a uma CPI do Congressos Nacional, em depoimento de quatro horas, acusou o Juiz que condenou Lula em primeira instância, de ser um vendedor de sentenças e acordos com réus, para delações premiadas.
Mais que acusar, provou, com provas robustas, a começar por e-mails de negociatas, emitidos de computadores da 13a Vara Federal, de Curitiba, a ele.
São fatos ou há um homem de bronze por trás?
Temos uma esquerda de carne e osso e uma direita de bronze? Um povo de carne e osso e uma elite de bronze, com os seus interesses defendidos por homens de bronze?
O Judiciário brasileiro é de carne e osso? De bronze? Ou, pior, está rachado, o que nos aponta o caos, adiante?
Perdoem-me a impertinência, Excelências. É que sou fã do escritor russo, tendo devorado quase todos os seus livros na juventude, com “Crime e Castigo” me marcando sobremaneira, onde ele afirma não haver homens de bronze.
Nesta altura da vida ter a decepção de perceber que ele estava errado, dói.
Assim sendo solicito que na ata dos trabalhos de hoje, em Porto Alegre, em todas as vezes em que aparecer que o Judiciário julga fatos, substituam para o Judiciário julga homens, pelo menos o brasileiro, preservando Dostoievsky..
Decepcionadamente

Francisco Costa
Rio, 24/01/2018.

Fantástica a coluna da Cora Ronái – Divulguem!

A caminho do brejo – Cora Ronái

A sociedade dá de ombros, vencida pela inércia.
Um país não vai para o brejo de um momento para o outro — como se viesse andando na estradinha, qual vaca, cruzasse uma cancela e, de repente, saísse do barro firme e embrenhasse pela lama. Um país vai para o brejo aos poucos, construindo a sua desgraça ponto por ponto, um tanto de corrupção aqui, um tanto de demagogia ali, safadeza e impunidade de mãos dadas. Há sinais constantes de perigo, há abundantes evidências de crime por toda a parte, mas a sociedade dá de ombros, vencida pela inércia e pela audácia dos canalhas.
Aquelas alegres viagens do então governador Sérgio Cabral, por exemplo, aquele constante ir e vir de helicópteros. Aquela paixão do Lula pelos jatinhos. Aquelas comitivas imensas da Dilma, hospedando-se em hotéis de luxo. Aquele aeroporto do Aécio, tão bem localizado. Aqueles jantares do Cunha. Aqueles planos de saúde, aqueles auxílios moradia, aqueles carros oficiais. Aquelas frotas sempre renovadas, sem que se saiba direito o que acontece com as antigas. Aqueles votos secretos. Aquelas verbas para “exercício do mandato”. Aquelas obras que não acabam nunca. Aqueles estádios da Copa. Aqueles superfaturamentos.
Aquelas residências oficiais. Aquelas ajudas de custo. Aquelas aposentadorias. Aquelas vigas da perimetral. Aquelas diretorias da Petrobras.
A lista não acaba.
Um país vai para o brejo quando políticos lutam por cargos em secretarias e ministérios não porque tenham qualquer relação com a área, mas porque secretarias e ministérios têm verbas — e isso é noticiado como fato corriqueiro da vida pública.
Um país vai para o brejo quando representantes do povo deixam de ser povo assim que são eleitos, quando se criam castas intocáveis no serviço público, quando esses brâmanes acreditam que não precisam prestar contas a ninguém — e isso é aceito como normal por todo mundo.
Um país vai para o brejo quando as suas escolas e os seus hospitais públicos são igualmente ruins, e quando os seus cidadãos perdem a segurança para andar nas ruas, seja por medo de bandido, seja por medo de polícia.
Um país vai para o brejo quando não protege os seus cidadãos, não paga aos seus servidores, esfola quem tem contracheque e dá isenção fiscal a quem não precisa.
Um país vai para o brejo quando os seus poderosos têm direito a foro privilegiado.
Um país vai para o brejo quando se divide, e quando os seus habitantes passam a se odiar uns aos outros; um país vai para o brejo quando despenca nos índices de educação, mas a sua população nem repara porque está muito ocupada se ofendendo mutuamente nas redes sociais. Enquanto isso tem gente nas ruas estourando fogos pelos times de futebol.

O texto não é meu, por isto as aspas. Não conheço a autoria, por isto não citei.

“Amigos meus,
Desculpem-me, mas hoje não consegui rir dos seus memes. Não pude achar graça no Lula condenado. Não suportei ouvir os foguetes dos vizinhos. Como não se pode ver que não se condenou um homem, mas um projeto de sociedade so um pouquinho menos injusta? Lula nem quis fazer revolução.. foram coisas tão básicas, Luz Para Todos, Fome Zero, Minha Casa Minha Vida, Saúde da Família, Farmácia Básica..nada demais.. so o suficiente pra se sorrir com dentes e tomar um banho quente, depois de um dia de trabalho. A passagem de avião dividida em 12 vezes no cartão. Todos os lucros garantidos, a exploração tão pouco diminuída. Não, não use isso para acusar o Lula. Você não sabe nada sobre o que é negociar com aqueles caras. Não sei você, mas eu vi a luz chegar nas roças e a senhora ficar feliz por ver novela, sua filha estudar até mais tarde sem depender de lamparina e seu neto poder tomar gelatina. Eu até ouvi meu pai reclamar de não achar mais camaradas para roçar o mato, já que ninguém mais precisava estorricar debaixo do sol pra comprar um almoço sem carne. Eu vi como a doninha sorriu satisfeita com uma nova dentadura quando seu menino largou a enxada pra entrar na faculdade. Não me diga que tudo isso foi pouco pelo tanto que roubou. Você que sempre teve tudo não entende nada sobre com o pouco se fazer milagre. E sabe muito bem quem assalta pra valer o Brasil, desde que Pero Vaz por aqui caminhou. Eu vi quem não tinha sapato, andar em seu proprio carro. Ah, meu amigo, hoje não compartilho da sua risada. Hoje eu preciso sentir de você toda essa raiva porque você encarna a hipocrisia de se fingir de bobo. Você sabe muito bem pelo que Lula foi condenado. Não me fale de triplex. Admita que foi por ficar sem empregada, por seu filho ter feito um amigo negro na faculdade, por seu chefe ter vindo la debaixo, e por tantas outras razões vulgares que hoje você comemorou feito um otário esses votos covardes que condenam um povo inteiro a achar que é isso mesmo, que esse jogo tá encerrado, que não há porque se ter esperanças. O que voce se esquece é que quem rir por último é o coveiro. O único que leva a sério a igualdade. A todos cobre com terra. Essa terra brasileira, latinoamericana, sempre tão mal distribuída, so na cova tem a mesma medida para cristos e poncios pilatos.”

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