Uma conversa legal. Quis compartilhar. Espero que gostem

8 jul

Uma conversa com a Sônia

Hoje pela manhã fui premiado com esta conversa virtual com uma amiga de Lavras, a Sônia Rivera, que me autorizou a compartilhar nossa prosa.
Aí vai. Fiz algumas poucas adaptações para melhorar o entendimento.

Ela me enviou um vídeo no qual o Miguel Falabela apresenta o poema “Reza de mãe” de Flora Figueiredo. Especial e lindo.

Em seguida ela encaminhou um vídeo do YouTube de um padre. Não assisti. E foi assim que começamos nossa conversa.

eu: Repudio a todos estes oportunistas religiosos. Todos.
Repudio também as religiões que eles tentam vender.

Sônia: Não sou vinculada à nenhuma religião! Adoro tudo o que me faz bem e eu, de bem comigo, tento ser cada vez melhor.
E me melhorando, posso ajudar a todos, cada vez mais.

eu: Não receba como algo pessoal consigo.
Estou manifestando apenas meu pensamento.

Sônia: Eu sei como você é! Te admiro! E eu só estou esclarecendo.
kkk

eu: As minhas crenças estão fundamentadas em três pilares e em um objetivo quais sejam amor, compaixão e solidariedade e meu objetivo é ser feliz o tempo todo.
Mais do que é um objetivo; na verdade ser feliz é minha obrigação única.

Sônia: Eu também! Mas me preocupo em fazer os outros felizes também!

eu: Isto não está ao meu alcance. A felicidade é uma decisão individual e intransferível.

Sônia: ACREDITO NA EXISTÊNCIA GLOBAL.
Eu afeto os outros e os outros me afetam.

eu: É claro que isso é verdadeiro. Tanto é verdadeiro que nós estamos todos, e quando eu digo todos, eu me refiro a todos os seres vivos, do reino animal e do reino vegetal, nós estamos todos interligados, intimamente interligados.
Enquanto nós humanos destruímos uma espécie por dia, obviamente isso virá contra nós. É inevitável, é inexorável.
Mas nada do que nós possamos fazer com essa interação poderá resultar em felicidade. Poderá sim resultar em alegrias ou em tristezas…
Mas a felicidade é o conjunto de tudo isso. Felicidade não é sinônimo de alegria e nem tristeza é sinônimo de infelicidade.
Tanto as alegrias quanto as tristezas compõem a felicidade, porque felicidade é a vida.
Nós, na minha convicção, temos apenas uma obrigação na vida. Veja o que eu estou dizendo, uma única obrigação na vida: é a obrigação de sermos felizes, convivendo com as nossas alegrias, com as nossas tristezas, com as nossas mágoas, com as nossas dores, com nossas angústias, com os nossos amores, mas a felicidade é a essência do ser humano.
A felicidade é a essência do ser vivo. É isso.

Sônia: Concordo com você em parte! Felicidades para mim, são aqueles momentos que a alegria supera a tristeza!
kkk
Te adoro meu amigo! Adoro te seguir! Mas às vezes te acho muito revoltado! Para todo problema tem solução e a paz interior, só nos ajuda a resolvê-los.

eu: Só mais um comentario: para mim, felicidade é somente singular.

Sônia: Nunca pensei assim!!! Vou analisar.

eu: Eu não tenho nenhuma dúvida de que todo problema tem solução. Em minha vida profissional, e me especializei em resolver problemas, eu aprendi que se uma determinada situação não tiver solução é porque também não é um problema.
Se não tem solução, também não tem problema.

Sônia: Que a felicidade é singular, concordo! Mas…

eu: Você analisou muito rapidamente. kkk
A felicidade é singular porque é única.
A felicidade é um estado de espírito.
Felicidade independe dos acontecimentos ao redor.
Se dependesse seria impossível felicidade aos miseráveis.
Os miseráveis são, definitivamente, a maioria na humanidade.

Sônia: A felicidade é única, mas é resultado de alguma coisa.

eu: Diga-se de passagem, somos uma espécie fadada a extinção em um curto espaço de tempo.

Sônia: Discordo.
Acredito que os miseráveis conseguem seus momentos de felicidade. A felicidade é relativa

eu: Alguém já teria dito, se não me engano foi Confúcio, que a felicidade não é o destino. A felicidade é o caminho.
Os momentos são de alegria ou de tristeza.
Felicidade é algo permanente, não é momentâneo.

Sônia: Fatos externos interferem no meu emocional e ele interfere na minha felicidade! Logo, fatos externos interferem na minha felicidade.

eu: Eu conheço um senhor em BH absolutamente miserável. Ele anda sempre com a garrafinha contendo éter, ou algum outro solvente.
Ele cheira aquilo o dia inteiro.
Ele vive em um mundo absolutamente surreal. O mundo dele não é o nosso mundo.
Ele pode ser feliz, nós não temos o alcance para saber.

A meu ver seu raciocínio é completamente correto, se levarmos em considerações bases cartesianas. Todavia a felicidade é holística.

Sônia: Se ele não fosse feliz do jeito que vive, provavelmente mudaria o seu modo de viver.

eu: Não tenho competência para avaliar se aquele senhor é feliz ou não.
Seguramente o caminho que ele caminha é diferente do caminho que muitos de nós caminhamos.
Nem sei se teria sido uma escolha consciente, dele ou nossa.

Sônia: Dizem que sapo na chapa quente , pula!
Tudo é muito complexo.

eu: Você conhece a parábola do sapo imerso na panela que está sendo aquecida lentamente?
Ele morre cozido.
O sapo na chapa quente somente pula se ele for colocado sobre a chapa já quente!

Sônia: Vou focar em ser feliz e fazer todos em minha volta, felizes também. Dentro possível!
kkk

eu: Cuidado com os objetivos impossíveis

Sônia: Não me cobro fazer o impossível.

eu: Essa nossa conversa poderia gerar uma boa crônica.
Você me autoriza convertê-la em uma crônica?

Sônia: Não me cobro resolver todos os problemas. Problemas que não consigo resolver, não deixam de existir! Um dia talvez eu os resolva, mas… sem neura!
Vão continuar sendo problemas.

eu: Eu penso um pouco diferente disso. Situações nas quais eu não consigo interferir para alterá-las, para mim, significam que elas devem continuar a ser como são.
Alguém, lá do oriente, um dia disse algo parecido com isso que eu vou dizer agora.
Quero ser forte o suficiente para resolver os problemas que dependam de mim para a sua solução. Quero ser suficientemente tranquilo para reconhecer aquelas situações sobre as quais eu não possa agir. E quero ter a sabedoria de poder distinguir entre uma situação e outra.
É claro que é mais fácil falar do que agir.
Vivo uma vida complicada nesse sentido, pois estou sempre nesta briga permanente contra a situação política em que o nosso país foi colocado pelos falsos patriotas de verde amarelo.
É uma situação que eu sei bem que não está ao meu alcance mudar.
E eu continuo a dar “murro em ponta de faca”.
Mas meu entendimento é que eu recebi tanto e por tanto tempo que, de alguma forma, eu preciso ficar grato à sociedade e devolver um pouco de tudo e do tanto que recebi.
A manutenção da minha felicidade depende disso, ainda que seja apenas uma ilusão de um exercício intelectual inócuo.

Sônia: Penso assim também!
Lógico que autorizo!
Quando jogo as minhas palavras no ar, elas deixam de serem minhas.

eu: As palavras em um diálogo não foram jogadas ao ar.
São pessoais e reservadas.

Sônia: O que eu te disse não é segredo.
Só os meus segredos não autorizo que divulguem.
Meus segredos, não jogo no ar.

eu: Vou tentar estruturar a crônica e antes de publicar compartilho com você para você ver se tá de acordo, legal?

Sônia: Será uma honra para mim!

[Compartilhado e autorizado pela Sônia Rivera]

☺☺☺☺

Achei legal compartilhar com vocês. Espero que tenham gostado. Eu, é claro, gostei.

Como nós sabemos não é verdadeiro que a maioria está sempre ao lado da verdade, até porque a verdade é algo tão etéreo e intangível que pode mudar abruptamente de um momento para o outro.

Abraço grande a todos.
Amor, compaixão, solidariedade.
Felicidade. Sempre.

gustavohorta.wordpress.com

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