MILTON UM DIA CANTOU: “NÃO POSSO ACEITAR SOSSEGADO QUALQUER SACANAGEM SER COISA NORMAL”

6 jul

E ele ‘vem mesmo e me dá a mão’.
Coisa difícil perder a alegria,
Mais difícil ver todos perderem a alegria,
Alegria se esvai.
Alegria que nem bem chegou.
Aquele pedaço de carne na brasa,
Aquele tijolo ali, entre as massas de cimento,
grudento.

O filho, de servente a doutor,
A filha, da faxina a doutora,
O porteiro do prédio, até aquela viagem,
De avião mesmo.
Como imaginar, jamais.

Perdemos…

Alegria se esvai,
Alegria se foi?
Então, vem e me dá a mão.
Quero alguém pra me dar a mão.
Que seja o menino,
Que seja a amada,
Que seja a estrada da vida que vai,
Que seja a vida que pela porta sai.

Uau, nem podia pensar
Que a alegria era parte tão assim importante,
Da felicidade componente,
Imprescindível.
Alegria distante,
Quase perdida, quase esquecida,
Quase sentir possível.

Vem, por favor, e me dê a mão.

Não tolero, não aceito,
Nem sossego, nem lamúria ou lamento.
Minha tristeza me compõe,
Minha alegria é parte de mim.
Meu sossego é essência,
Pureza no cálice,
‘de vinho tinto de sangue’.
Inspiração pela alegria que se esvai.

Alegria que se esvai,
Tristeza que vem,
E fica.
Que coisa, quem diria…
A gente sempre soube,
Ninguém se enganou,
Ninguém foi enganado.
Ou foi? Iludido, manipulado.

Vem, e me dê a mão.


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