Gosto amargo da traição

13 out

Gustavo Horta

Ser homem e não ter culhões.
Como pode ser isto?
Então pode ser tudo, homem não é.
Homem sem culhões, homem não é.
Não pode ser.

Mas assim que é. Não ter mais.
Algum dia já teve?

Sabe-se lá. Acredita que sim.

Um dia já houve fé, um dia já houve esperança.
Um dia já não se teve medo, culhões havia.

Tantas coisas vistas.

Tantas coisas vividas.
Tanto tempo, ah! tanto tempo.
Tantas coisas.
Tanta traição.

Na verdade, traição mesImagemo uma só.
Esta gente canalha que nos traiu.
Esta gente que nos vendeu.

Traição.

Que gosto amargo tem esta traição.

Não passa, não se supera.
E não se tem culhões para descontar.
E assim eles se perpetuam, iguais aos que eram.
Iguais aos de sempre.

Ser…

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