*Lula Livre: A Resistência somos nós*

10 abr

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*Lula Livre: A Resistência somos nós*

“Não adianta tentar acabar com as minhas ideias, elas já estão pairando no ar e não tem como prendê-las. Não adianta parar o meu sonho, porque quando eu parar de sonhar, eu sonharei pela cabeça de vocês e pelos sonhos de vocês.” (Luiz Inácio Lula da Silva)

I- *Nossa Linha Política Comum*
A prisão de Lula é parte essencial do Golpe que está em curso contra o povo brasileiro. A ofensiva conservadora que liderou o impeachment contra a presidenta Dilma, provocou o assassinato de Marielle Franco, se manifesta também na prisão do Presidente Lula. Lula é um preso político, sua prisão inaugura um novo ciclo do golpe e nos desafia a ampliar nossa capacidade de luta e resistência.
Por dias resistimos no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, mas sabemos que esse é só o princípio de nossa mobilização em defesa de Lula Livre, a resistência necessária não é só em São Bernardo: ela deve ser feita em o todo Brasil. Precisamos estar preparados para um processo de luta de curto, médio e longo prazo. Para isso a construção de ações unitárias em todo país é crucial, devemos ampliar nossa capacidade de diálogo com a sociedade. Isso se traduz na mobilização de todas as forças progressistas e, principalmente, no reforço da articulação entre as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que aglutinam o conjunto dos movimentos populares em nosso país.
A frustração e tristeza que sentimos agora devem ser convertidas em fonte de energia para lutar pela reconstrução da democracia no Brasil e pela libertação de Lula. Não é hora de desânimo e desespero, é hora de organização e ação. Nesse sentido, as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo apresentam aqui orientações e um calendário de lutas para o próximo período.

LULA É PRESO POLITICO!
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Liberdade para Lula

Toda pressão politica sobre o STF para que julgue as medidas de suspensão de sua prisão!

*II – Propostas de Mobilização Unitárias e Nacionais*
1- Construir um Acampamento Nacional em Brasília na Praça dos Três Poderes, em frente ao STF pela Liberdade Lula. Fazê-lo de forma permanente até conquistar a sua liberdade.
2- Fortalecer o Acampamento instalado no dia de hoje em frente à sede da Polícia Federal, em Curitiba. Estimular caravanas de várias cidades, em especial do Sul e Sudeste, em regime de revezamento, para manifestar solidariedade e participar dos debates políticos-culturais.
3- Estimular em todas as capitais onde for possível a realização de Acampamentos em locais centrais, que sejam um polo de Agitação e Propaganda na cidade, denunciando a prisão política de Lula.
4- Estimular desde hoje a realização de pichações com a palavra de ordem “Lula Livre”, “Liberdade para Lula”. Nas capitais onde for possível, organizar Brigadas de Agitação e Propaganda, grupos que ficarão permanentemente fazendo a disputa ideológica na sociedade.
5- Realização de um ato massivo pela Liberdade de Lula neste Domingo, 8 de Abril no Rio de Janeiro.
6- Convocar no dia 11 de Abril, dia de sessão no STF, um dia Nacional de Mobilização em Defesa de Lula Livre.
7- Construir no dia 11 de Abril, através de nossas articulações internacionais, manifestações em todas as embaixadas do Brasil no exterior.
8- Convocar centenas de juristas, advogados e militantes dos direitos humanos à Brasília para os dias 10 (à tarde) e 11 de abril, para realizar audiências no STF e um ato político no Senado Federal. A atividade esta sendo organizado pela Frente de Juristas pela Democracia.
9- Construir no dia 17 de Abril, marco de 2 anos do Golpe, um dia nacional de mobilização contra a Rede Globo.
10- Participar da Manifestação Nacional convocada no dia 26 de Abril no Rio de Janeiro, para defender a Petrobras, durante a Assembleia ordinária da empresa.
11- Construir um 1º de Maio unitário e massivo em defesa dos Direitos e Liberdade para Lula.
12- Realizar escrachos nas empresas e Bancos vinculados ao golpismo (Riachuelo, Bahamas).
13- Debater no Fórum das Centrais a construção de uma Paralisação Nacional em data a ser definida.

 

 

*III – Encaminhamentos Organizativos:*
1 – Convocar imediatamente reuniões conjuntas da Frente Brasil Popular e da Frente Povo sem Medo em todos os estados para construir um plano de mobilização em torno da luta pela Liberdade de Lula, em âmbito local.
2- Construir uma campanha nacional e internacional pela liberdade de Lula através da articulação de todos os meios alternativos de imprensa.
3- Organizar uma campanha de boicote a rede Globo: “Desligue a Globo”.
4- Convocar plenárias abertas para organizar e mobilizar a militância em torno do calendário de lutas.
5- Organizar Comitês pela Liberdade de Lula em todos os territórios (universidades, locais de trabalho, comunidades, etc.). Associar esse objetivo a todas as inciativas de trabalho de base como a do Congresso do Povo e outras.

*IV – Calendário*
8 de Abril: Ato em defesa de Lula Livre no Rio de Janeiro.
11 de Abril: Dia Nacional de Mobilização em Defesa de Lula Livre.
11 Abril: Manifestações em todas as embaixadas do Brasil no exterior.
10 e 11 de Abril: Ato com juristas em Brasília.
17 de Abril: Dia nacional de mobilização contra a Rede Globo.
26 de Abril: Ato em defesa da Petrobras no Rio.
1º de Maio: Dia do trabalhador/a em defesa dos Direitos e Liberdade para Lula.

*São Bernardo, 07 de Abril de 2018*
*Frente Brasil Popular*
*Frente Povo Sem Medo*

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2 Respostas to “*Lula Livre: A Resistência somos nós*”

  1. estudiocodec 11 11-03:00 abril 11-03:00 2018 às 3:35 #

    Republicou isso em democraciabloge comentado:
    ATOS EM FAVOR DE #LulaLivre

    Curtido por 1 pessoa

    • gustavo_horta 11 11-03:00 abril 11-03:00 2018 às 14:12 #

      O texto é de 1980. Moro, TRF-4 e STF, com suas decisões o mantiveram mais atual do que nunca. Não deixe de ler e espalhar.

      BILHETE PARA UM OPERÁRIO

      Lourenço Diaféria

      Pegaram um dia um operário e disseram-lhe:
      Senta-te no banco dos réus.
      És acusado de haveres nascido com sonhos na cabeça. És acusado de teres os cabelos
      encaracolados. És acusado de teres bigodes vastos, negros, provocativos.
      És acusado de teres alguns pedaços de dedos a menos que o comum dos mortais, podados pelas engrenagens das máquinas.
      És acusado de ficares pelas esquinas conversando em voz baixa com amigos enquanto a luz dos postes te ilumina o suor do rosto.
      És acusado de terem te visto no bar dando gargalhadas.
      És acusado de tua casa ter um pequeno jardim com grama e flores.
      És acusado de conheceres a sinfonia das sirenes das fábricas anunciando a aurora do primeiro turno.
      És acusado de seres reconhecido na portaria e todos te cumprimentarem, e te baterem levemente nas costas com alegria, e te dizerem: olá, meu chapa.
      És acusado de inventares um partido que não é o único, mas não se confunde com siglas e teorias de alfarrábios envelhecidos.
      És acusado de fazeres discursos de improviso com vigor e garra que nascem do fundo das vísceras do espírito.
      És acusado de não seres magro nem raquítico como teus irmãos deviam ser.
      És acusado de jogares baralho e dares dores de cabeça aos homens sérios deste país.
      És acusado de usares gravata em vez de macacão, vestindo-te com roupas só permissíveis no enterro do melhor amigo.
      És acusado de freqüentar reuniões e discutires com sábios e iluminados sem pedir licença nem apresentar diploma. És acusado de te haverem visto com ministros, criaturas importantes, e não te ocorrer submeter-se a elas.
      És acusado de não teres te colocado no lugar cavado para o oprimido. És acusado de haveres gritado com toda a força de teus pulmões fuliginosos.
      És acusado de teres filhos bonitos e uma mulher doce, que devia ser feia e talhada a foice.
      És acusado de não seres rapaz comportado, meigo, gentil, acetinado.
      És acusado de conheceres a prensa, e não te afugentar o ronco que ela faz na madrugada.
      És acusado de quereres a pátria livre, e livre, também, o coração e os sentimentos do homem.
      És acusado de rezares e de pôr a boca no trombone quando todos se calam e descrêem de Deus e dos homens.
      És acusado de teres o desplante de ser líder num país desnaturado onde quem levanta a fronte é triturado.
      És acusado de haveres perdido a paciência de esperar pelo futuro que não chega nunca.
      És acusado de usares sapatos 42, de couro, quando o normal é sandália havaiana.
      És acusado de romperes as cadeias invisíveis que amarram teus braços peludos e tuas mãos penadas.
      És acusado de atraíres os operários com tua voz, teu berro, teu silêncio, teu olhar, tua dor, tua ânsia, teu mistério, e saberes contar, sorrindo, tristes histórias recolhidas em barracos e cômodos-e-cozinhas.
      És acusado de estares em pé, quando devias estar de bruços, de borco, exangue e vencido.
      És acusado de não seres o que queriam que tu fosses.
      Meu caro operário sentado no banco dos réus, por favor, recebe este recado:
      Se existir mesmo essa senhora difusa e vaga a que chamam Justiça, confia nela.
      Não creio que essa matrona seja cega.

      (*) Publicado originalmente no jornal Folha de São Paulo, no dia 15/09/1980.

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