E O ESTADO DE DIREITO, VOLTOU? OU APENAS FICA MANTIDO O GOLPE?

9 ago

NEM TODOS SOMOS DA QUADRILHA, MAS ALGUNS ESTÃO AGARRADOS…

“Somos todos quadrilha”

MAIS UMA VEZ ENTORPECIDOS, MAIS UMA VEZ MANIPULADOS, MAIS UMA VEZ ILUDIDOS, ATÉ COM APLAUSOS FALSOS EM MONTAGEM RIDÍCULA NA GBOBO GOEBBELLS, COMO SOUBE… EU NÃO CURTO NADA DISSO, MAS SE ALGO DE BOM PODE TER, É GRAÇAS AO LULA E À DILMA!
 
“Sabe de uma coisa, estou de saco cheio desta gente que se acha muito esperta, que age de forma dissimulada e tem a certeza de que está nos enganando.
Acham-se tão espertos e inteligentes que menosprezam a nossa inteligência e com isto nos ofendem,
Sinceramente, não tenho mais, nesta altura da vida, a menor paciência para gente assim.
Desejo mesmo que cada um vá para o raio que o parta!. Do fundo de meu coração!
É mesmo como tenho dito, e ouvido muitos protestos e até desaforos por conta disto, somos mesmo todos idiotas idiotizados.
Todavia há entre nós, os idiotizados, uns tantos, que não são poucos, que ainda não entenderam que são manipulados. Ou então são manipuladores.
Claro como água de pote.
Acrescento que, na verdade, danem-se!”
 
AH, ANTES QUE EU ME ESQUEÇA, #FORATEMER

Está autorizado o ‘Fora Temer’ na Olímpiada: o papel do Ministério Público e a hipocrisia de Michel Temer

http://www.ocafezinho.com/2016/08/09/esta-autorizado-o-fora-temer-na-olimpiada-o-papel-do-ministerio-publico-e-a-hipocrisia-de-michel-temer/

coxinha Traidores da Patria 286Por Pedro Breier, correspondente policial do Cafezinho

“Procuradores do MPF do Rio de Janeiro pediram à Justiça o fim da proibição de manifestações políticas nos Jogos Olímpicos do Rio.

O juiz João Augusto Carneiro Araújo concedeu liminar favorável ao pedido, dando início à temporada do “Fora Temer” na Rio 2016.

Um primeiro ponto a ser apontado sobre essa questão é a diferença gritante entre a postura dos procuradores que entraram com o pedido de fim da censura na Olimpíada e a postura dos procuradores da Lava Jato.

Enquanto os cariocas atuaram em defesa do cidadão e das liberdades frente ao arbítrio do Estado, no âmbito da Lava Jato vemos um Ministério Público com sede de sangue, pedindo tortura de presos e penas medievais.

O Ministério Público é o patrocinador das tais “10 medidas contra a corrupção”, muito bem definidas pelo juiz Marcelo Semer:

Imagina um código penal, de processo civil e processo penal reformado só por promotores. Cria tipos, aumenta penas até à exaustão, inverte presunção, limita recurso, esmigalha habeas-corpus, fulmina prescrição, aumenta competência do MP, legaliza prova ilícita, legitima decisão não-fundamentada que decreta prisão, mas proíbe nos casos de nulidade. Pronto, já está sabendo o que são as “10 medidas contra corrupção”, que não são 10 medidas (deve ter uma centena por baixo) e não são “contra corrupção”, mas genericamente “pro acusação”.

Um nome mais apropriado: “Muitas medidas contra a Constituição”.

O MP é instituição das mais importantes. É o fiscal da lei, o órgão que tem a função de garantir o cumprimento da legislação. O pedido do fim da proibição ao ‘Fora Temer’ demonstra o quanto o Ministério Público pode colaborar na luta contra o arbítrio.

O problema começa quando os procuradores e promotores interpretam erroneamente o seu papel constitucional de fazer a acusação no processo penal e passam a tratar acusados como inimigos e a passar por cima da lei em nome do combate ao crime.

No estado de direito deve vigorar o império da lei.

Uma das consequências disso é que uma vez que a lei seja criada e esteja valendo, o Estado deve cumpri-la.

No estado de direito o poder estatal definitivamente não é absoluto, mas limitado pela lei.

O órgão responsável por fiscalizar o cumprimento da lei obviamente deveria ser o último a descumpri-la, mas aparentemente boa parcela do MPF faltou a esta aula na faculdade. Ou, mais provavelmente, a sede de poder é maior que a vontade de respeitar a Constituição.

A segunda constatação a partir do fim da censura nos estádios é a comprovação da hipocrisia de Michel Temer.

Um dia depois da censura ao ‘Fora Temer’ ser derrubada pela Justiça o Estadão publica um artigo do eterno interino intitulado “A democracia”, com o seguinte subtítulo: “Minha formação democrática me impede gestos autoritários. Não os praticarei”.

Um escárnio inacreditável.

Temer não fala da questão da censura na Rio 2016, mas desfila todo seu conhecimento jurídico e sociológico para sustentar que o Brasil tem uma “vocação centralizadora e autoritária” na sua cultura política, o que de fato é verdade.

Mas em seguida vem o disparate: no seu governo as instituições estariam funcionando regularmente, sem interferência de um poder em outro, e por isso temos a oportunidade de “romper com esse ciclo histórico de agressão à separação de Poderes e à Federação, suportes de uma democracia”.

Constatem vocês mesmos aqui a que níveis de hipocrisia um anão moral pode chegar.

E a hipocrisia fica latente não apenas porque Temer chegou ao poder sem voto, traindo sua companheira de chapa (Temer também assinou decretos autorizando as ‘pedaladas fiscais’, não esqueçamos) ou porque a conspiração da qual faz parte simplesmente cancelou uma das maiores eleições do mundo democrático ou ainda porque ele e seu ministro Alexandre de Moraes reinstauraram a censura no Brasil ao proibir protestos políticos durante os Jogos Olímpicos.

Mesmo o alardeado respeito do governo golpista à separação dos poderes é desmentido por esta matéria no próprio Estadão. Um trecho:

O presidente em exercício Michel Temer recebeu nesta segunda-feira, 8, no Planalto um grupo de senadores para definir um pacote de 1.519 obras paralisadas. O encontro ocorreu na véspera da votação no plenário do Senado do relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) sobre o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. A retomada dessas obras, com valores entre R$ 500 mil e R$ 10 milhões, totalizando R$ 1,8 bilhão, atende a um pedido dos senadores e, indiretamente, é uma forma de fazer um afago a eles – responsáveis pela análise final do impeachment.

O presidente interino liberar verba a parlamentares para que estes votem contra a volta da governante eleita ao seu posto não é um comovente exemplo de democracia e separação dos poderes?

Encerro o post com as pertinentíssimas considerações do professor Wilson Gomes sobre a liberação do ‘Fora Temer’ na Rio 2016:”

coxinha Traidores da Patria 287

coxinha Traidores da Patria 286

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