Do Cuspe ao Vômito: o inorgânico do corpo político

27 jun

SERIA UM GOLPE? É SIM, É UM GOLPE DE ESTADO
>> https://gustavohorta.wordpress.com/2016/03/30/seria-um-golpe-e-sim-e-um-golpe-de-estado/

“…Houve em 2014 uma eleição totalmente protegida pelas leis constitucionais e pela legislação eleitoral em vigor. Estas eleições, ainda que disputadas de forma acirrada, tendo uma campanha eleitoral recheada de mentiras e ‘maracutaias’, com diversas ocorrências que, no mínimo, podem ser consideradas sob suspeição, como o “acidente” aéreo que matou um dos candidatos, aeroportos construídos de forma suspeita, helicópteros carregados de pasta base de cocaína (nunca investigados), crise hídrica em um certo estado da União, etc., apresentou um resultado consistente com a vontade popular. Houve um candidato eleito no segundo turno, a presidente Dilma Rousseff, que obteve a maioria dos votos, algo acima de 54,5 milhões de votos, ainda que um de seus adversários, sem reconhecer a derrota, já no dia seguinte, tenha pedido mais de uma recontagem de votos que, diga-se de passagem, confirmaram os resultados originais. Começava aí o processo golpista de sabotagem. …”

LavraPalavra

O dualismo contemporâneo opõe o homem ao seu corpo”, (Davi Le Breton, In: Antropologia do Corpo e Modernidade).


1. Um Cuspe: ainda o orgânico

Depois daquele domingo de Abril, dia fatídico em que o teatro do absurdo potencializou as instâncias emotivas ainda asseguradas apenas ao ócio do domingo, por isso provocando uma concentração singular dos afetos sociais capturada pelas teias difusas da excitação midiática, uma das mais utilizadas formas de expressão da revolta contra os avanços reacionário reveste-se de certa singularidade e novidade. Tratam-se dos vômitos, os vômitos virtuais que por aspiração hiperbólica chamam-se vomitaços.

Contudo, este fenômeno de militância virtual pode ser visto aparentemente apenas como uma casualidade momentânea, uma forma instantânea, mesmo que criativa, não merecedora de uma atenção mais demorada. Em suma, um objeto espectral, fenômeno indigno de uma apreciação acurada. Ademais, guarda em si mesmo uma indignidade sustentadora de recusa congênita…

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