Hoje, pela manhã – E deu nisso, uma retrospectiva bem cansativa

27 abr

Hoje, pela manhã, recebi uma mensagem no facebook transmitida a mim por uma amiga e leitora assídua aqui do meu blogue e com quem também compartilho informações ali, bem como em nossas vidas pessoais, em encontros casuais lá no prédio em que moramos em Belo Horizonte.

A mensagem era muito extensa mesmo. Mas acredito que esta crônica aqui será ainda muito maior e muito mais enfadonha. Só siga a leitura se estiver com tempo e com paciência, é a minha sugestão.

Pois bem. A crônica do cidadão tinha os seguintes parágrafos iniciais:
Acordamos hoje mais próximos do Brasil real.
É importante sermos orientados pelo real.
Agora conhecemos todos, um por um, a classe política que nos representa.
Não adianta dizer “não me representa”. Se não te representasse, o impeachment não tinha sido aprovado.
O sistema é representacional. Então, representa sim.
Esse congresso te representa. Mas do que isso: representa o nosso país.
É preciso acordarmos para o real. Esse congresso nos representa mais do que qualquer outro até hoje.
Talvez nenhum congresso tenha representado mais o Brasil do que o atual.
É o pior de todos? Pois esse pior é o Brasil. É preciso aceitá-lo.
Entender que este é o Brasil real é também fundamental para darmo-nos conta de nossas ilusões. A primeira de todas: aquela que nasceu em nós desde a primeira eleição do Lula. A ilusão de que o Brasil tinha mudado ou que estava mudando ou que tinha começado a mudar.
 …

Não resisti em fazer alguns comentários. E assim comecei: “Ainda vou acabar de ler, mas, logo de cara, o autor parte de um sofisma. Se é regimental e se cumpre as leis, nos representa. Esta premissa está errada. MUITO ERRADA.
Eles não nos representam e nós não somos assim, de jeito nenhum. DE JEITO NENHUM!
A legislação eleitoral foi concebida pela ditadura e “aperfeiçoada” pelo legislativo na constituição de 1988. Ela é corrompida na origem, corrompida na concepção.
Querida amiga Glória, já escrevi muito sobre isto e sugiro, querida amiga, caso tenha paciência – posto ser um tema enfadonho e meio cretino – gaste alguma energia ao ler uma destas crônicas. Seguem os links em capítulos (sem fim, um porre!) lá embaixo. Mas vou acabar de ler o texto que me transmitiu.”

E tentei mesmo continuar a leitura: “…Gostaria de deixar bem claro que não acho que a ilusão (A Grande Ilusão) tenha sido o PT. Ao contrário de muitos de meus colegas que se dizem decepcionados com o PT, eu diria o contrário: eu me sinto decepcionado com o Brasil, com a sociedade brasileira. O que foi falso não foi a promessa petista de mudar o Brasil. O que foi falso foi a promessa da sociedade brasileira de que ela mudaria. O que foi falso foi acreditar que ao votar no PT a sociedade brasileira estava realmente se propondo a mudanças estruturais em si mesma. O PT não foi capaz de fazer essas mudanças? Ora, quem pode mudar uma sociedade que não quer mudar a si mesma? O PT jamais governou com maioria parlamentar. O PT sempre governou com o Brasil real, o pior. E tentou fazer o que fez mesmo com esse Brasil real. Mesmo com esses partidos que são os verdadeiros donos do Brasil. O PT estava no poder, mas não estava, nunca esteve. …”

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Não deu para continuar, ainda que haja muita reflexão real e sincera. Mandei uma mensagem para a minha amiga que dizia que “tentei ler, mas não consegui mesmo.
Ou é um pensamento apenas baseado em uma premissa incorreta, ou é mesmo uma crônica preconceituosa, com alguns traços racistas e manipuladora. Há também uma tendência de estar carregada em frustrações, e assim busca atribuir culpa a todos no país, a distribuir culpa e responsabilidade para a nação. Não dá.

Este congresso aí não tem nada a se correlacionar com a população brasileira. O autor, ao usar a expressão “sociedade” pode estar se referindo a uma elite branquinha endinheirada, a uma “high society” que em nada se assemelha a nós.

Em nada esta elite parece com o Brasil. É uma elite podre, é uma elite pobre. Uma elite subserviente que se submete aos poderes maiores internacionais em troca de migalhas e triplex na praia que a satisfazem.

coxinha Traidores da Patria 160
Como eu disse acima, esta elite corrupta e seus escolhidos – pior, acho que nem seriam escolhidos deles – não nos representam! Pode-se até ver o gráfico anexado [está na figura acima]. Este é o Brasil e esta é a nossa nação? [MAS NÃO É MESMO, NÃO MESSSMO!]
Não consegui ler o texto até o final. Na verdade, fiquei somente nos primeiros parágrafos.”.

Afinal, por que decidi publicar aqui uma crônica assim tão enfadonha como esta? Porque alguns de nós podem estar, assim como o autor anterior, conformados de que é assim esmo que nós somos. E, acredite, não é assim que somos. Portanto, em capítulos separados, acrescento outras crônicas que podem defender um tal argumento. Este próximos capítulos defenderão esta premissa, qual seja, “Este congresso não nos representa, nós não somos assim”.

UM CAPITULO –

NÓS NÃO SOMOS ASSIM…

Maio/2014 – É uma festa quando se trata de complexo de inferioridade. A começar pelos ditos aculturados da classe média. E há esta insistência em querer nos convencer de que é assim que somos e por isto é esta a política que temos. É este o sistema que cultivamos, pois nós somos assim.

Nós não somos assim!

A mídia que representa e é abundantemente financiada pelas corporações poderosas e se locupletam entre estes poderosos tenta nos fazer crer que as mazelas de nosso país derivam do fato que todos sejamos oportunistas e desonestos. A desonestidade originalImagenossa começaria por furar filas, falsificar carteirinhas de estudante, roubar TV a cabo, comprar produtos falsificados e/ou produtos piratas, tentar ou mesmo subornar o guarda para não tomar a multa, colar na prova da escola, bater ponto pelo colega no trabalho, apresentar atestado médico falso, e por aí afora. Estas seriam algumas evidências de nossa desonestidade como e enquanto brasileiros.

Para começar a conversa, são coisas que ocorrem mundo afora. Minhas filhas foram fazer um curso nos EUA, há cerca de vinte anos atrás, e foi a primeira vez que elas tiveram contato com a falsificação de documentos de identidade (“fake”) para poderem entrar em uma boate no topo das extintas Tôrres Gêmeas do WTC. Lá também conheceram, em consequência, as carteirinhas falsas de estudante, pois o curso que elas faziam não lhes dava direito às mesmas. Mas estadunidenses se prontificaram a providenciá-las. As outras coisas, nos Estados Unidos da América, no Canadá, Alemanha, Áustria, Japão e extinta URSS, vi em toda parte.

De forma alguma são também peculiaridades de nosso povo. Ainda que sejam normais mundo afora, indistintamente, não significa que sejam corretas. Entretanto, diante do fato de que seja roubar, etc., coisas assim, ainda que desonestas, são “brincadeira de criança” se comparadas ao que de fato compromete nossa sociedade.

Pessoalmente nunca as fiz, nunca as pratiquei, mas minhas filhas já fizeram alguns, como já comentei anteriormente. A maioria de nós nunca fez. Querem a todo custo nos convencer de que somos corruptos e safados por natureza e isto não é verdade. A enorme maioria de nós, enorme, é de gente honesta, digna e ética – quando digo enorme quero dizer que dentre cento e noventa milhões de nós há algo como alguns poucos milhares de safados a nos contaminar e que precisam sim ser banidos de algum modo. Na França, optaram pela guilhotina em certa época. Na Rússia, a revolução comunista. Na China, a revolução Cultural… Nestes casos o banimento foi mesmo feroz.

Querem a todo custo nos convencer de que somos corruptos e safados por natureza e isto não é verdade. Querem a todo custo nos convencer que os políticos e a política nacional é o que é porque nós somos assim. Não é verdade!

Cuidado, pois eu não tenho nenhuma vergonha de ser brasileiro! Nenhuma mesmo! Ao contrário, sinto prazer, sinto orgulho.

Este é um país que, apesar de tantas evidências em contrário, eu ainda insisto em considerar como o meu país. Ainda que eu ache que esta história de fronteiras seja uma bobagem. Mas este é o povo ao qual eu pertenço e me orgulho deste meu povo.

Somos diariamente iludidos, enganados, roubados. Contam-nos mentiras, usam e abusam de sofismas para nos idiotizar. E tantas vezes logram sucesso!

Tenho vergonha de nossos governantes, de nossos políticos, de nossa mídia vendida, mas não tenho nenhuma vergonha de ser brasileiro. Ao contrário, amo ser brasileiro.

Humanos, apenas humanos, isto sim.

E certamente não será um sistema que convive tranquilamente com o envenenamento diário de leite, chegando dia desses aí à identificação de algo como cem milhões de litros fraudados com soda cáustica no sul do país, por exemplo, que promoverá alguma mudança. Ao contrário, sistemas assim podem nos envergonhar, mas, pior, podem nos viciar. E até parece que o assunto somente ocorra lá no sul do país!

Pedimos punições apropriadas e alguns chegam ao linchamento, como idiotas estimulados por um bando de espertalhões oportunistas de terno e gravata ou de vestidinhos de Barbie que, estes sim, deveriam ser banidos do sistema e, desde logo, do país, da sociedade.

Quanto aos delitos pelos quais iniciei, repito, pessoalmente nunca fiz e não acredito que seja aí que nasçam os problemas. Nossos problemas podem estar associados à convicção cada vez mais crescente de que o possuir é o mais importante, é o que interessa. Como tanto já se disse, mas que poucos e fato escutaram, ter contra o ser. A importação em pleno vigor e a todo vapor pelos povos, em especial o nosso, do insustentável, do ponto de vista de perenização de nossa espécie, do jeito estadunidense de ser. Este sim, através do uso inescrupuloso do capitalismo, está a extinguir a espécie humana, varrendo-a do planeta. Quem viver verá. Quem entender perceberá o domínio das corporações sem alma ou com a alma do capeta anos controlar e a controlar as nossas vidas. Demo-cracias.

Não se iludam. Não sejam iludidos. Não iludam. Não ajudem a iludir. Não se acumpliciem aos canalhas oportunistas. Cuidado.

E, acreditem, não acredito mais que sejamos todos (apenas) babacas…

Claro como água de pote.

NO BRASIL SOMOS TODOS IDIOTAS IDIOTIZADOS.
A começar por mim.

https://gustavohorta.wordpress.com/2014/05/09/nao-somos-assim/

OUTRO CAPITULO –

NÓS NÃO SOMOS ASSIM TAO IMBECIS

Julho/2014 – Cara, dizer uma mentirinha, furar uma fila, avançar um sinal, colar na prova, entre outras coisas, nada disto é desonestidade!
Desonestidade é outra coisa!
É roubar de quem não tem, ou até mesmo de quem tem, ainda que sobre.
É matar onde vida há.
É corromper ou corromper-se, com o dinheiro pago pelos que pouco ou nada têm, ou até têm.
É não atender a quem sofre defronte ao hospital.

Não tentem nos confundir a cabeça querendo dizer que a quadrilha que assola este país há tanto tempo, desde quando ele nem país era, representa a nós pois desonestos todos somos!

NÃO!

Nós não somos desonestos! Nós somos os lesados. Nós somos as vítimas. Algozes são os espertalhões que manipulam nossas mentes e idiotizam nossos corações e nossas almas.

Ponte que partiu, parem de nos iludir, parem de nos enganar, já que tão ingênuos e inocentes somos tantos, idiotizados. Ainda que entre nós, os idiotizados, haja, com frequência, outros tantos que não consigam se perceber, não consigam se entender como manipulados.

Claro como água de pote.

Nós, ao contrário de tantas pregações e idiotizações, somos lindos demais!
Parem de tentar nos enganar, pois eu gritarei aos quatro cantos que a mim você manipulam, mas não sempre. E tentarei, com vigor, me opor às suas crueldades ilusórias e depreciativas de tantos de nós. Elite e burguesia sacana!

https://gustavohorta.wordpress.com/2014/07/28/nos-nao-somos-assim-tao-imbecis/

TEM OUTRO CAPÍTULO –

INFELIZMENTE, AINDA QUE INTELIGENTE E LÓGICO

Junho/2013 –  …não é assim que funciona.

Escrevi hoje para uma amiga a respeito de um cartaz que circula aí pela internet, o qual aparece reproduzido a seguir, no corpo desta crônica. O conteúdo deste cartaz contém inteligência, contem saber, contem, sobretudo, lógica. Mas não é assim que funciona em nosso país, infelizmente. O conteúdo de minha mensagem para ela foi algo parecido com isto, naturalmente com algumas modificações para a publicação do mesmo, sem alterar seu conteúdo. Vejamos.

ImageCara amiga. Já procurei estudar este tema, claro sem a sapiência e competência de um advogado, mas o que eu entendi de tudo isto é que esta afirmação, ainda que seja abundante em lógica e sabedoria, plena na sua inteligência e naturalidade, é improcedente e não corresponde à realidade brasileira. Ela é improcedente no sistema eleitoral estruturado pela quadrilha que se apropriou do poder em nosso país.

Nosso país em que vivemos, país que tanto amamos, país tão farto e abundante de graças naturais, é, já há algum tempo, controlado por uma quadrilha que se apossou, há tanto tempo que a gente até se esquece, do poder e dele não se apeia voluntariamente e, sequer, pela força da lei. Haja vista a permanência de gente condenada na mais alta corte de justiça legislando contra a própria corte – parece surreal, nem Guillaume Apollinaire teria elaborado algo assim. No tema em questão, são considerados pela lei eleitoral elaborada, com requintes de crueldade, votos válidos apenas os votos que tiverem destino certo, ou seja, votos dirigidos a um determinado candidato ou a uma determinada legenda partidária. Estes são os chamados “votos válidos”.

Votos em branco e/ou votos nulos não são votos válidos. Esses votos, ainda que seja, computados, sejam contados, sejam apurados, escrutinados, não exercem nenhuma influência sobre o resultados das eleições.

Exemplo disso ocorreu nas últimas eleições municipais em algumas localidades de Minas Gerais. Os diferentes partidos, ou aglomerações partidárias (de fachada), fizeram nestes lugares, a maioria lugarejos que nem municípios deveriam ser, seus acordos, suas coligações espúrias e não inteligíveis de tal modo a se ter apenas um candidato às prefeituras em questão. Foram, nas eleições municipais de 2012, cento e seis municípios nestas condições em todo o Brasil. Nestes casos, o candidato único pode ser eleito com apenas um único voto, o seu, obtendo ainda assim, cem por cento dos votos válidos.

Explico. Basta para tanto que todos os demais eleitores não queiram votar neste candidato, basta que ele tenha quase cem por cento de rejeição. Se todos os eleitores anularem seus votos ou votarem em branco, o dito candidato, com apenas um “voto válido”, terá recebido 100% dos mesmos e será eleito por unanimidade! Soa estranho? Soa surreal? Mas é assim que eu entendi. Soa engraçado? Uma tragicomédia, né?

Parece estranho, parece surreal, mas acredito que seja mesmo assim.

No passado já tive a oportunidade de escrever algumas crônicas sobre isto, facilmente encontradas pelos mecanismos de busca da internet [“Eleições – direito de todos! (‘a gente somos inútil’)”, >https://gustavohorta.wordpress.com/2012/07/18/eleicoes-direito-de-todos-a-gente-somos-inutil/ e “Da série ‘a gente somos inútil’” >https://gustavohorta.wordpress.com/2012/08/02/da-serie-a-gente-somos-inutil/]. O país do voto obrigatório em que a vontade do eleitor não vale nada!

É curioso, pois “voto” é o mesmo que desejo – 1. Sufrágio ou manifestação da opinião individual a respeito de alguma pessoa ou de alguma coisa que queremos ou que não queremos que seja eleita ou posta em vigor. – quanta contradição!

É uma pena que seja assim, mas a quadrilha tomou posse mesmo. Por isto é que temo e tenho dito que pela lei não se muda nada neste nosso país. Não nos iludamos.

Apesar disto, receba as bênçãos de Deus. Abraço e felicidade, sempre.

https://gustavohorta.wordpress.com/2013/06/18/infelizmente-ainda-que-inteligente-e-logico/

MAIS UM CAPÍTULO –

NÃO, NÃO SOMOS MORTOS

Outubro/2014 – Somos trinta e nove milhões de mortos!
Ainda que alguns de nós estejamos vivos. Alguns muitos de nós.

Nós somos a população deste pobre país, país que ainda insistimos em chamar de nosso, nem sei por que falamos assim, que optamos por não votar nas eleições que ocorreram outro dia.

Nós não votamos, anulamos nossos votos ou votamos em branco.

Nós optamos por não participar desta encenação, desta fraude estruturada e corrompida em seus conceitos.

Alguns muuuitos gostam de me “xingar” de petista, entre os quais há estes reacionários de plantão, esta elite burguesa branca que sequer concorda que alguns muitos (tantos!) eleitores paulistas fazem escolhas pelo menos esquisitas para representá-los por até oito anos.

Não estou morto, ainda. Nós não morremos, ainda. Nós apenas não concordamos com esta peça que aí é encenada.

Nós apenas não queremos participar disto que está espalhado em nosso (nem sei por que dizemos nosso) país.

Pessoalmente, mesmo que a alguns dê prazer em assim me rotular, não sou petista. Já fui. Por várias décadas. Mas não sou mais.

Atualmente sou apenas um anti-psdbista [hoje eu teria escrito psdbosta, com certeza].

Não suportarei esta gente, ainda que o mal seja a mim imputado por mim mesmo. Esta gente que quando assumiu o poder apenas dilapidou o patrimônio do povo, por tantas décadas, construído sobre o suor e até mesmo ligado pelo sangue de muitos. Esta gente, em apenas oito anos, conseguiu elevar em mais de duzentos por cento a dívida pública quando comparada ao PIB (de algo como 30% do PIB quando chegaram, para 78% do PIB ao saírem). E não fizeram, sequer, um investimento digno de nota. Ao contrário, venderam/entregaram o patrimônio do povo para seu próprio benefício. Iludiram, mentiram, enganaram e apropriaram-se de coisas e de ideias, nunca de ideais.

Sou contra e repudio esta gente que representa tanta coisa que eu repudio profundamente. Esta gente é ligada de forma carnal, como em duas cidades antigas que o criador teria eliminado, aos ricos e poderosos que exploram e tripudiam sobre os pobres, rotulados por um de seus líderes como ignorantes.

Esta gente repudia e discrimina a nós nordestinos (incluo-me por ser mineiro nascido em Recife/PE), tratando-nos como inferiores. Esta gente estimula procedimentos racistas e discriminatórios de forma exacerbada, ainda que dissimulada.

Mas, mesmo assim, isto ainda não me estimulou a votar, mantendo-me fiel a uma decisão tomada há muito tempo. Mas, é claro que, volúvel como sou, ainda poderei votar no segundo turno.

Mas, sobretudo, senhor jornalista, assalariado e mantido por uma mídia cretina e cafajeste, não morri, ainda. Nem eu nem outros trinta e nove milhões de companheiros e companheiras. Nós nos recusamos a compactuar, validando, esta porcaria tida da qual você vive e se locupleta.

Ainda não morri, mas acredito que serei anti-psdbista até lá. Além do mais, repudio, com toda a minha potência estimulada por comprimidos, este menino do Leblon, ligado e amigo de gente estranha que parece dilapidar não mais o patrimônio mas a juventude e saúde de nosso povo já sofrido e humilhado.

Ainda não morri. Ainda não morremos.

https://gustavohorta.wordpress.com/2014/10/07/nao-nao-somos-mortos/

OUTRO CAPÍTULO –

POUCAS VEZES TIVE A CHANCE DE LER ALGO TÃO BRILHANTE

Março/2016 – Poucas vezes tive chance de ler algo tão brilhante:
Como (não) age o STF diante de um crime. POR · 19/04/2016
coxinha Traidores da Patria 152
Há um grupo de homens e mulheres que não pode ser excluído do enojado julgamento que se faz, hoje, daquele espetáculo de imundície cívica que se viu na noite de domingo na Câmara dos Deputados.Nenhum deles se alterou, ninguém invocou Deus, ninguém chamou o nome dos netinhos e dos filhinhos.Mas o Supremo Tribunal Federal – com as ressalvas honrosas a seu presidente Ricardo Lewandowski e de Marco Aurélio Mello – agiu com idêntico cinismo.
Disse ao país que a votação na Câmara não deveria ser submetida a controles de legalidade ou constitucionalidade porque era, apenas, um pedido de admissão que, em si, não provoca qualquer consequência.
Não, excelências?
Que planeta habitam os senhores ministros?
Há um crime sendo executado e vou narrar, passo a passo, a atitude dos senhores.
Um homem, homem que está como réu diante dos senhores, pega uma arma e a municia.
Os senhores dizem que não há problema, ele tem o porte devido e não há condenação formal sobre ele, embora existam todas as  evidências de crime e o país inteiro ouça-o  prometer um assassinato.
Este homem aponta a arma para uma mulher.
De novo, dizem os  senhores, não há o que fazer, pois ele é livre para apontar a mão a quem quer que seja, de vez que não constitui crime aponta-la, ainda que armada, em qualquer direção e não se pode supor que o gesto vá significar um assassinato.
Decidem assim, mesmo diante de muitos que gritam: “ele vai matá-la, o covarde vai matá-la”.
Então, excelências, o criminoso puxa o cão do revólver e novamente os senhores dizem que é seu direito, porque não se trata senão de um gesto mecânico, impessoal, e a Constituição diz que ninguém será impedido de fazer algo senão pela lei e não há lei que impeça engatilhar um revólver.
Como vossas excelências (em minúsculas, como os senhores merecem) permitiram, a ousadia do bandido vai ao máximo e ele dispara.
Bem, foi só um disparo e disparo não é crime. Neste microssegundo dos dias que vivemos pode-se dizer que não há lesão alguma. A bala ainda caminha no ar,é cedo para dizer se atingirá mortalmente seu alvo. Quem sabe ele se abaixará, fugirá da trajetória assassina, quem sabe? Cedo para dizer, não é, senhores?
E é assim que estamos, senhores juízes. Já todos sabem onde a bala chegará, já são só centímetros a separá-la do coração de uma mulher que, se erros pode ter, criminosa não é como é seu algoz.
Mas, tecnicamente, nada aconteceu, senão um estrondo e o cheiro fétido da pólvora se espalhando no ar.
Quem sabe a bala vá andar lentamente, como nos truques do Matrix, e a futura vítima escape? Ela ainda olha para os senhores, a dor pressentida em seus olhos, ainda lhes espera um gesto milagroso e o milagre seria apenas que cumprissem seu dever.
Ah, é de lembrar um antecedente, que todos os senhores conhecem de fato e ainda não pode subir ao exame de vossas excelências, ocupados que estavam discutindo os pleitos salariais dos procuradores dos municípios.
É que aquela senhora, percebendo as intenções iminentes de seu futuro assassino, tomou nas mãos um colete que poderia protegê-la, defendê-la.
Veloz como um raio, um dos senhores, o de caratonha mais beiçuda e feroz, veio e impediu a de vesti-lo. “Pera lá”, disse ele, “pode haver um desvio de finalidade neste colete”, precisamos revirá-lo, ver sua nota fiscal, prazo de validade, registros, selos, taxas e emolumentos. Enquanto isso, está proibida de vesti-lo.
Há um mês, excelências.
A bala atingiu seu alvo, penetrou-lhe o peito, aos gritos de Deus, de “Felipe, Aline, Antenor, meu filhinhos e meus netinhos”.
E os senhores a dizer: não, não há crime, a vitima está de pé, seu coração ainda bate, o que houve é apenas a admissibilidade de sua morte, o que só os médicos do Senado poderão atestar, isso depois de levá-la para a UTI e ao coma induzido de 180 dias, com confortável leito no Alvorada.
É assim que contarei ao meu filho pequeno como agiu a Suprema Corte de meu país.
Ele vai achar que os senhores são idiotas e que são tão responsáveis pelo crime quanto a mão canalha que tomou, armou e disparou a arma com a sua omissão.
Eu, infelizmente, terei que concordar com o julgamento de uma criança que, com seus 11 anos, parece saber melhor do que os senhores que quando um gesto intenta um crime, criminoso o gesto é.
Deu-me asco ver as togas. como anteontem vi a bandeira tão querida e respeitada, a servir como manto de canalhas, ouvindo os gritos: “pela devida vênia, pela lei 1.059, pela alínea C do artigo 1212111 do Regimento da Câmara, eu voto simmmmmm!”.
coxinha Traidores da Patria 153
Apesar de termos no país uma péssima, nefasta e corrompida-na-origem legislação eleitoral , herança – uma de tantas – da ditadura militar sob a qual estivemos por décadas, ainda podemos tentar:
“Eleições – direito de todos (a gente somos inútil)”>> https://gustavohorta.wordpress.com/2012/07/18/eleicoes-direito-de-todos-a-gente-somos-inutil/
“Da série a gente somos inutil”>>https://gustavohorta.wordpress.com/2012/08/02/da-serie-a-gente-somos-inutil/
“Gente boa, boa gente” >> https://gustavohorta.wordpress.com/2015/01/25/gente-boa-boa-gente/
coxinha Traidores da Patria 154
O BARBEIRO
O florista foi ao barbeiro para cortar seu cabelo.
Após o corte perguntou ao barbeiro o valor do serviço e o barbeiro respondeu:
Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O florista ficou feliz e foi embora.
No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um buquê com uma dúzia de rosas na porta e uma nota de agradecimento do florista. Mais tarde no mesmo dia veio um padeiro para cortar o cabelo. Após o corte, ao pagar, o barbeiro disse:
Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O padeiro ficou feliz e foi embora.
No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um cesto com pães e doces na porta e uma nota de agradecimento do padeiro.
Naquele terceiro dia veio um deputado para um corte de cabelo.
Novamente, ao pedir para pagar, o barbeiro disse:
Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O deputado ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, quando o barbeiro veio abrir sua barbearia, havia uma dúzia de deputados fazendo fila para cortar cabelo.
Essa é a diferença entre os cidadãos e os políticos.
Sem sentidoOs políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão.” (Eça de Queiróz)
NA PRÓXIMA ELEIÇÃO TROQUE UM LADRÃO POR UM CIDADÃO. CAMPANHA PRÓ-FAXINA DOS POLÍTICOS.
Vamos compartilhar a mensagem acima, com todos os nossos contatos, a campanha é séria e precisamos mudar o quadro que ai está”
Por outro lado, posso retomar uma “Decisão tomada” há algum tempo, em fevereiro de 2014 >> https://gustavohorta.wordpress.com/2014/02/22/decisao-tomada/

https://gustavohorta.wordpress.com/2016/04/19/poucas-vezes-tive-chance-de-ler-algo-tao-brilhante/

E TEM MAIS CAPÍTULOS –

ELEIÇÕES – DIREITO DE TODOS! (“a gente somos inútil”)

Julho/2012 – Vivemos em um país em que o cidadão é obrigado a votar! Mas, ao mesmo qual e a chavetempo, se ele votar em branco, posto não ter um candidato escolhido ou se ele anular o
voto, posto não confiar em nenhum dos candidatos, seu voto obrigatório, simplesmente não é computado. É considerado em voto “inválido”.

A vontade deste eleitor não é considerada!

Curioso como a gangue quadrilheira consegue, como sempre tem feito, ludibriar os brasileiros. Naturalmente, refiro-me aos políticos – malandros, bandidos, oportunistas, canalhas, bandidos, malandros, oportunistas, canal… -, nos quais alguns brasileiros ainda acreditam. Eles criaram, e tornaram legal e legítimo, o conceito de “voto válido”. Estes tais “votos válidos” são os votos que contam nas eleições.

Você sabe o que isto significa?

Significa que se um eleitor, cidadão que paga seus impostos e cumpre com as suas obrigações, inclusive com a de ir votar, resolve anular o voto ou votar em branco, este voto não é computado como voto válido! Estes votos são, portanto, “inválidos” e são, simplesmente, desconsiderados! A expressão “inválido” somente é hoje acatada pelos tribunais e, em alguns casos, pelo sistema previdenciário e significa. No dicionário aparece como: adj (lat invalidu) 1. Fraco, débil, enfermo. 2. Incapaz para o trabalho. 3. Que não é válido, que não tem valor; nulo. 4. Inutilizado, sem validade. sm 1 Indivíduo que, por doença ou velhice, é incapaz para o trabalho. 2 Mil Aquele que, por suas condições físicas, se torna incapaz de servir.

Vale dizer que, em uma opção clara de manifestar insatisfação, o desejo demonstrado pelo eleitor compulsório, ainda que cidadão receba as qualificações acima. É como diz a letra do rock: “Inútil, a gente somos inútil!” (Ultraje a rigor – brilhante!)

É como se esta intenção do eleitor fosse considerada “não considerável“! Não se leva em conta aquele cidadão que não se conforma em escolher os menos ruins! Escolher entre o ruim e a porcaria, entre o corrupto ativo e o passivo. Escolher, como se cata feijão, não os resíduos entre os grãos, mas os poucos grãos entre tantos resíduos! E haja resíduos e impurezas!

Os que ainda têm alguma fé no sistema político vigente fazem a terrível escolha de Sofia. Outros, como a “Velhinha de Taubaté!”, tão bem descrita pelo brilhante Luis Fernando Veríssimo, escolhem alguns em quem acreditam fielmente (olha que mesmo ela faleceu em 2005, em 25 de agosto). Estes são os tais “votos válidos“.

Como exemplo, tome-se uma cidade com 10 mil eleitores, por exemplo, 9 mil e novecentos deles resolvem anular seus votos ou votar em branco, posto haver apenas um único candidato à Prefeitura e é entendido como muito ruim e corrupto. Os cem restantes resolvem aprovar um candidato único, ainda no exemplo (parentes, amigos, parte da gangue). Este candidato único seria eleito com 100% dos votos válidos e os 9,9 mil que não votaram (votaram em branco ou anularam), simplesmente são desprezados! Put a keep are you!!

Assim, anular o voto será um protesto; torna-se uma demonstração, mesmo que inócua, de nossa vontade pela anarquia em um ambiente tão severamente comprometido com a corrupção, aético e contaminado; neste estado atual de coisas, aliás, não resolve nada! Não nos iludamos que isto pudesse causar algum tipo de constrangimento, embaraço ou vergonha aos eleitos ou à gente do poder (eles não têm vergonha!).

Neste país do voto obrigatório, o desejo de não escolher ninguém não é levado em consideração! Que país é este? Que nação é esta, deitada eternamente em berço esplêndido!

Ou você escolhe os tais “menos ruins“, que, como já foi dito, alguns acreditam que os há, ou você escolhe qualquer um, que com certeza há! Pode-se diferenciar entre um grupo e outro? Não sei ao certo; apenas penso que não, salvo melhor juízo! Pelas atitudes presentes ou históricas, são todos “farinha do mesmo saco”.

Este é o país do voto obrigatório (um direito convertido em dever) e no qual a vontade do eleitor não tem valor – pode ser inválida: Fraco, débil, enfermo. 2. Incapaz para o trabalho. 3. Que não é válido, que não tem valor; nulo. 4. Inutilizado, sem validade! Que antagônico! Que paradoxal!

E como é da constituição, nada pode ser feito do ponto de vista jurídico! Assim, só Robespierre! Que, algum dia, venha a guilhotina, pois a ditadura não acabou! Pelo menos, as sementes por ele deixadas continuam a germinar e a frutificar! E como se fortalecem! E como se especializam! Nem o mais cretino dos ditadores jamais pôde conceber uma crueldade tamanha e tão perspicaz em sua brutalidade! Ela se mantém nos ossos que saem de forma sistemática dos armários e porões, irrigando e adubando as mentes malignas e usurpadoras!

É ou não é brilhante, ainda que perverso?

https://gustavohorta.wordpress.com/2012/07/18/eleicoes-direito-de-todos-a-gente-somos-inutil/

MAIS UM CAPÍTULO –

Da série “a gente somos inútil”

Agosto/2012 – Assistam ao vídeo. São 5:26 minutos, mas, CUIDADO a partir do minuto coxinha Traidores da Patria 1532:55.

Porque só tem um problema.

O voto no Brasil, dado em um político/candidato que a gente até considera aceitável, pela legenda, elege outra dúzia de outros vagabundos!!!! Você tem idéia de quantos bandidos a imensa votação do Tiririca elegeu?
>> ”Tiririca (PR-SP) obteve 1.353.820 votos. Sua sobra, de 1,049 milhão de votos, foi suficiente para a coligação PRB / PT / PR / PC do B / PT do B eleger mais três deputados federais, os últimos a preencher as 24 vagas a que a coligação teve direito: Otoniel Lima (PRB-SP), delegado Protógenes (PC do B-SP) e Vanderlei Siraque (PT-SP).” – Estadão, 04/10/2010<<

Os bandidos, quadrilheiros, canalhas, engendraram um sistema (impressionante) no qual a gente não escapa de jeito nenhum!

O voto é obrigatório.

Mas, voto branco e nulo não é considerado – não é tomado como voto válido (Pode isto? No Brasil, pode!)
O voto dado a uma candidato escolhido a dedo no meio de tanta putriqueira, quando soma tudo, elege a mesma putriqueira que a gente rejeitou!

Não tem saída mesmo. Se correr o bicho pega, mas, se ficar, o bicho come! E, no final, o bicho come mesmo, de qualquer jeito!!!

Os caras conseguiram, tiveram uma escola sensacional desde o tempo da ditadura militar, com o suporte logístico internacional.

E para armar as arapucas para os incautos eleitores, estes caras são mesmo competentes!!

Olha neste vídeo o que acontece com o resultado do nosso trabalho!

Mas, cuidado, ao escolher um bom candidato, aí vem a armadilha (a partir de 2:55 min), você estará elegendo, por tabela, a putriqueira toda!! Toda a quadrilha! Toda a canalhada que você cuidadosamente separou – separou, com atenção e cuidado, o joio do trigo – mas a quadrilha embaralhou tudo de novo!!!!

O carinha no vídeo diz que a gente não precisa levantar um dedo ou sair de nossa rotina atual; cuidado, pois isto é parte do engodo. Ledo engano, né não?

Mas assista ao vídeo para ver como uma série de verdades (até o minuto 2:55) se transformam em uma grande mentira >>> isto é que é ser competente para sofismar! No mínimo, para, depois de se auto-enganar, enganar aos outros.

Aí aparece o ranking dos políticos, estabelecido com algum critério que a gente desconhece. Pode até ser bem intencionado (informações úteis até o minuto 2:55), mas não há como votar só nos bons políticos.
– C.Q.D. (para quem não se lembra, Como Queria Demonstrar!). Ou, de outro modo, ora bolas!

Tudo uma putriqueira! ROBESPIEEEERRREE!! Não haverá solução tranquila, nunca! Não nos iludamos!

Já dizia Thomas Jefferson que a árvore da liberdade deve ser regularmente regada com o sangue dos tiranos:
– “A árvore da liberdade deve ser regada de quando em quando com o sangue dos patriotas e dos tiranos. É o seu adubo natural.”

Mas, assistam ao vídeo (http://youtu.be/ZXX9Ll5gXC0); pelo menos até 2:55 min é válido. Entendeu?

Bom dia, se for possível.
Abraço e felicidade.

https://gustavohorta.wordpress.com/2012/08/02/da-serie-a-gente-somos-inutil/

NÃO RECLAMA, EU AVISEI: OUTRO CAPÍTULO –

GENTE BOA, BOA GENTE

Janeiro/2015 – Gente boa, boa gente

Isto é interessante. Nós gostamos de achar que os honestos são minoria. Os que cumprem com a ética são minoria, Os que têm consciência são minoria. Os que usam a cabeça na hora das decisões são minoria. Os realmente patriotas são minoria … Os que amam de verdade são minoria, os que prestam são minoria, …

Em resumo, nós gostamos de achar que os bons são minoria. Os melhores são minoria.

E, o mais interessante de tudo, nós sempre nos incluímos nesta minoria. Estamos entre os honestos, entre a minoria que cumpre com a ética. Estamos dentro da minoria que tem consciência. Somos uns entre os poucos que usam a cabeça. Nós somos os patriotas … Só nós prestamos.

Na verdade, atrás deste, vamos dizer, desprezo pelos outros, está mesmo é uma certa dose ‘meio extravagante’ de arrogância e presunção. Nos achamos os melhores e o resto, ah, o resto … É apenas o resto.

Assim, aos olhos de tamanha vaidade, ninguém, ou muito pouco, uma minoria, presta. A maioria é de ladrões, oportunistas, cambistas, safados, cretinos, desonestos, salafrários, e por aí vai.

Falta-nos em verdade, para uma minoria plena de poder e sedenta de cada vez mais, as importantes características apregoadas e defendidas com sabedoria no Bushido, o código de ética dos samurais, e difundida entre nós por um admirável gestor japonês com quem tive a oportunidade de trabalhar, Sr. Akira Hakamada.

Falta-nos, em primeiro lugar e sobretudo a humildade. Saber que somos parte de uma maioria e não uma minoria de gente diferente e melhor do que os demais Somos parte do todo e o formamos como apenas partes fractais deste todo universal.

Falta-nos a honestidade de nos reconhecer como humanos e falíveis, faltando-nos, assim, a humanidade.

Falta-nos nos o humor de nos mostrarmos de fato como somos e como estamos nos sentindo a cada dia e cada hora.

Falta-nos a honra e a singela honradez em convivermos entre nós e conosco nesta harmoniosa composição natural que nos envolve nos carinhos abundantes do universo generoso.

E ainda temos uma mídia das mais cretinas, a serviço de alguns, de uma minoria, que, deliberadamente e se aproveitando desta característica pouco nobre que a nós empresta sua forma, trata de fortalecer estes preconceitos espúrios em seus mais diversos veículos de lavagem cerebral que a nós mais confundem e iludem que informam.

Nós não somos nada disso, Em nossa esmagadora maioria nós somos bons. Em nossa esmagadora maioria somos um povo bom, uma nação formada por boa gente. Em nossa esmagadora maioria somos éticos, honestos, íntegros, conscientes e sociais. Em nossa esmagadora maioria, nós prestamos sim.

Apenas uma pequena minoria de oportunistas privilegiados é que tratam de usurpar o poder e nos fazer crer que sejamos diferentes do que realmente somos. Esta minoria é que explora, destrói, corrompe, ilude, manipula. Esta minoria de privilegiados é que trata de manipular aos demais, aí sim, ricos em ingenuidade quase infantil, tonando-os cordeiros iludidos. Nos diminuir, nos inferiorizar, nos encher de complexos, traumas e medos é a principal arma desta minoria sórdida que ao povo avassala e atropela.

Contudo, insisto, em nossa esmagadora maioria somos uma esplêndida nação de gente boa.

https://gustavohorta.wordpress.com/2015/01/25/gente-boa-boa-gente/

TEM MAIS UM CAPÍTULO –

DECISÃO TOMADA

Fevereiro/2014 – Eu já tinha pensado nisto. Já tinha até entendido isto. Cheguei mesmo a escrever sobre isto mais de uma vez. E já faz tempo que venho fazendo isto.

Eram apenas ameaças a mim mesmo. Mas não tinha mesmo tomado uma decisão.

Conclusão já havia sido obtida: Eu sou um idiota inútil. O idiota sempre fui eu.

Sempre fui. O idiota sou eu. Portanto…

Minhó calá!

Nenhum valor, nenhuma contribuição.

Existem lugares, talvez seja até em todo o lugar, mas aqui, como alguém já disse, é um destes em que pobre é de direita.

O idiota sou mesmo eu.

Eu não quero mudar nada para mim ou para os meus. Não preciso de nada.

Sempre pensei em outros, menos agraciados com a ‘sorte’. Mas, que bobagem, os pobres são de direita.

Faz um tempo eu quis me alienar. Tive dúvidas, instigadas pelo meu mano entre a espiritualidade ou a alienação. Tantos fazem a opção, consciente ou não, pela espiritualidade, ou melhor, por uma destas tantas religiões que há. Tenho dúvidas sobre isto ser espiritualidade. Na verdade, não tenho esta dúvida.

Mas sei bem das limitações de minha fé. A saída então seria a alienação.

Conclusão já havia sido obtida: Eu sou um idiota inútil. O idiota sempre fui eu.

Sempre fui. O idiota sou eu.

Mas não havia tomado a decisão.

Agora, decisão tomada.

Marco zero. Meia volta volver. Devolver. Revolver. Resolver. Dissolver. Vou ver. Quem viver verá. Sem virar, sem revirar, mas parado. Estanque. Só observando, e olhe lá. Talvez não queira nem ver.

Sem sentido. Cem sentindo. Sem nada. Cem tendo.

Recebam as bênçãos abundantes, fartas. Saibam recebê-las e, sobretudo, pensem na possibilidade de assumirem algum compromisso com o agradecimento. Mas só se isto lhes convier. Se for feita a opção por agradecer, importante lembrar que agradecer não se limita a prostrar-se de joelhos sobre bagos de milho seco a dizer “muito obrigado, senhor.” Agradecer é dividir, é retribuir, é compartilhar e é nisto que se está muito obrigado.

Felicidade. Sempre.

https://gustavohorta.wordpress.com/2014/02/22/decisao-tomada/

SERÁ QUE NUNCA VAI ACABAR? OUTRO CAPÍTULO –

QUEM ME DERA

Dezembro/2012 – Quem me dera fosse possível ouvir, mas não escutar. Ficar surdo diante de certas situações; surdo voluntário. Ver, mas não enxergar. Ficar cego de tanto ver; ver e enxergar! Cegueira voluntária. Lembrar-me só das coisas que eu gostasse e nunca lembrar-me das coisas que eu nunca me esqueço. Mas não consigo. Que pena.

perplexidadeÉ que são tantos os absurdos que me indignam. Tentei a alienação, como já comentei antes, mas não deu mesmo!

Vejo gente togada que elogia, de forma rasgada, um canalha impressionante como tendo prestado enormes e expressivos serviços à nação, diante de uma pretensa delação premiada. E o canalha obtém redução de pena para crimes dos quais foi condenado.

Olha só, esta história de delação premiada está virando moda. Outro dia foi outro membro da canalha que teceu ‘veladas’ ameaças (de veladas não apresentaram nada!), muito mais semelhantes a uma chantagem. Já ouvi dizer que um criminoso que faz uso de seus conhecimentos criminosos para obter vantagens teria cometido, em verdade, um agravante ao seu crime original. Mas em nosso triste país e para o mal de nosso pobre povo, coisas assim são valorizadas e amplamente divulgadas pela mídia, ainda que sem a apresentação de qualquer fato comprobatório. Tendo boca, todos podem falar o que desejarem, mas a mídia efetiva, jornalística, deveria, a meu juízo, investir espaços apenas para fatos minimamente validados. Pelo menos, é de se esperar que alguma investigação ocorra diante de tantas ‘revelações’ até então omitidas, até a condenação destes membros da canalha. Falar todo mundo pode, desde que tenha boca e voz, mas deveria ter que provar quando as palavras são de acusação. Pelo menos em princípio, e é assim que eu sempre achei que fosse, todo mundo é inocente até que se prove o contrário. Mas, quando há interesses estranhos, não precisa provar nada; a condenação se dá pela lavagem cerebral permanente da opinião pública. Pobre povo brasileiro.

Depois de algum tempo, não muito, o mesmo togado apresenta aos seus pares uma proposta de redução de pena para alguns dos condenados da canalha, felizmente reprovada. Curioso, assim que a proposta de redução de penas tenha sido rejeitada, aparecem os ‘falantes delatores voluntários’, até então silentes.

Passam-se mais alguns dias, poucos mesmo, o mesmo togado altera seus votos, antes condenando alguns dos membros da canalha, inocentando-os, quando em primeira avaliação os havia condenado por alguns de seus crimes contra a nação. Com isto foi obtida a redução de pena antes proposta e reprovada.

Tomado pela perplexidade, tento mais uma vez alienar-me diante de fatos assim. Mas não consigo. Quem me dera fosse possível ouvir, mas não escutar. Ficar surdo diante de certas situações; surdo voluntário. Ver, mas não enxergar. Ficar cego de tanto ver; ver e enxergar! Cegueira voluntária. Mas não consigo. Que pena. Lembrar-me só das coisas que eu gostasse e nunca lembrar-me das coisas que eu nunca me esqueço. Mas não consigo. Que pena.

Nestes dias turbulentos e confusos, quando a minha esperança de renovação de nossa nação pela punição de gente engravatada canalha surgia das trevas, vejo ainda a concessão de um ‘habeas corpus’ para uma dos membros da canalha condenado a uma pena superior trinta anos de cadeia, tendo o mesmo ficado apenas quatro dias na prisão. É, parece que em nosso país, o crime compensa mesmo.

Enquanto isto, encobertos pela confusão dos julgamentos diversos, pelas idas e vindas que tanto espaço tomam na mídia, o povo vai, distraído e alegre, sendo engambelado mais uma vez por uma pseudo reforma política. Entre outras coisas, propõe-se que as campanhas eleitorais sejam custeadas pelo povo, para ‘evitar’ as campanhas patrocinadas e com a geração de tão estranhos ‘caixas dois’. Propõe-se também que o eleitor enganado (“a gente somos inútil”) passe a votar em uma “chapa” apresentada pelos partidos. Leia-se, uma chapa apresentada pelos caciques de cada grupamento que se apresenta sob siglas que nada traduzem para qualquer ideologia. O eleitor, que tanto erra na escolha de seus supostos representantes (que em nada os representam), a partir de tal reforma, não iria mais escolher seus candidatos, apenas a legenda e a ‘chapa’ apresentada.

Se já “somos inútil”, agora, potencialmente, uma nação plenamente ludibriada! Que país é este nosso? Pobre nação brasileira.

Já vivemos em um estranho país em que o cidadão é obrigado a votar. E que, ao mesmo tempo, se ele votar em branco, posto não ter um candidato escolhido ou se ele anular o voto, posto não confiar em nenhum dos candidatos, seu votoobrigatório, simplesmente não é computado. É considerado como voto “inválido”. A vontade deste eleitor não é considerada. A canalha que se apossou do país conseguiu criar, e tornar legal e legítimo (ainda que imoral, a meu juízo), o conceito de “voto válido”. Estes tais “votos válidos” são os votos que contam nas eleições. Em uma opção clara de manifestar insatisfação, o desejo demonstrado pelo eleitor compulsório, ainda que cidadão, recebe a qualificação de voto não válido (portanto inválido) se assim eles forem (brancos ou nulos). Em nosso país, país do voto obrigatório, o desejo de não escolher ninguém não é levado em consideração. Este é o país do voto obrigatório (um direito convertido em dever, sujeito à multa se não exercido – que coisa mais estranha!) e no qual a vontade do eleitor não tem valor – pode ser inválida.

Aí, agora, encobertos pela insidiosa caça aos petistas (traidores, nojentos, etc. e tal), vem a alteração para o voto em legenda – “chapa” determinada por caciques que hoje estão metidos na canalha até o pescoço. Abre o olho, povo brasileiro. Abre o olho, elite brasileira. Antes que seja tarde! Antes tarde do que nunca. “Libertas quae ser tamen”.

Os caras, a canalha que nunca teve vergonha na cara, agora perderam de vez o medo do povo! Achincalham o povo, esfregam a cara da nação no lixo no qual eles apreciam viver e mantém dopada a gente brasileira, na certeza de que nada vai acontecer, desde que os interesses da direita dominante esteja preservado.

O voto no Brasil, dado em um político/candidato que alguns até consideram aceitável (com alguma integridade, menos ruim), através da proporcionalidade determinada pela legenda, elege outra dúzia de outros vagabundos! Você tem ideia de quantos bandidos a imensa votação de alguns elege? Se não tem, é bom procurar saber.

A canalha engendrou um sistema (impressionante!) no qual o eleitor não escapa de jeito nenhum! O voto é obrigatório. Votos nulos ou em branco não são válidos (é como se não existissem!). O voto dado a um candidato escolhido a dedo no meio de tanta ‘putriqueira’, quando soma tudo na legenda partidária, elege a mesma ‘putriqueira’ que o eleitor eventualmente rejeitou! “Se correr o bicho pega, mas, se ficar, o bicho come”. E, no final, o bicho come mesmo, de qualquer jeito.

Agora, para completar, voto diretamente na chapa oficial da legenda. Ahhh neimmm!

Hoje em dia, até para ‘enuviar’, embaçar, lograr, burlar ainda mais a visão dos muitos crédulos – e os há, pois muito se investe em convencer e distrair – aplica-se um monte de notícias sobre quem é que pode cassar políticos da canalha condenados a penas de prisão. E cria-se uma pseudo crise entre os poderes da pseudo república. Que poderes, posto que os três poderes originais atualmente já se confundem em um mesmo ‘novelo enrolado’ de coisas difíceis de explicar e, obviamente, de entender?

Mas estas discussões agora são tema que absorvem espaços enormes nas mídias. Ahh neimmm!

Quem deve desfrutar dos recursos oriundos da exploração de petróleo do pré-sal é outra discussão que envolve a canalha, traz participação de ‘celebridades’ a custo de elevados ‘cachês’, mas, mais uma vez, distraem a pobre nação. Extração do óleo negro mesmo, nem um mililitro com aplicações comerciais. Mas confunde mesmo a gente brasileira.

Que pena que eu não consiga me alienar! Poderia ser tão bom!
Abraço e felicidade.

https://gustavohorta.wordpress.com/2012/12/12/quem-me-dera/

PERTO DO FINAL: OUTRO CAPÍTULO –

NADA VEJO, NADA FALO, NADA OUÇO (OU IGNORAR OS FATOS NÃO OS ALTERA)

Maio/2012 (originalmente em Março/2009) – Seja um bom ouvinte. Só quando souber escutar, obterá ideias diferentes das suas. Mas, sobretudo, não guarde rancor. Ele é uma das cargas mais pesadas da vida. 

Os dias de Zé João pareciam intermináveis na empresa Xtec na qual Zé João começou a trabalhar. Ele ficava cheio de vontade de pegar seu carro e ir para sua casa ou para qualquer lugar que lhe proporcionasse melhor bem estar e mais conforto. Zé João não queria nada de mais: queria o nível mínimo aceitável de qualidade do ambiente de trabalho. Aquela poeira, paredes sujas e mal pintadas, barulho (o que é normal em nosso setor industrial, mas sem protetor auricular), má alimentação, a grande papelada inútil, banheiros imundos, calor, sujeira, bagunça em geral, etc. Tudo era terrível na visão do Zé João.

Nos primeiros dias Zé João, todo animado, enchia as caixas de sugestões, fazia pregações para os companheiros, mas a lugar algum conseguia chegar. Ele estava cheio de ideias! Coisas que ele já tinha visto no outro emprego! Coisas que já tinha lido! Coisas que viu na escola! Mas, o que ele conseguiu…foi escutar dos colegas de trabalho coisas como: – “Não viaja não, Zé João. Deixa de ser doido! Isso aqui nunca vai mudar!” Os próprios companheiros que também passavam o dia naquela situação precária, falavam para o Zé João coisas do tipo:– “Porque você não vai para um hotel cinco estrelas!” (repare como muitas às vezes as pessoas não melhoram e criticam aquele que quer melhorar. Criticam coisas que direta ou indiretamente vão ser melhores para si próprios e para o grupo). E dá-lhe um cala a boca, “…não enche, vá trabalhar…”.

Zé João sabendo da dificuldade de conseguir um novo emprego ou de melhorar aquela empresa, desistiu de sair da empresa e decidiu não se manifestar mais.

O tempo começou a passar e Zé João começou a não se incomodar mais com aqueles transtornos que atormentavam seus dias no começo. Isso, agora, já era passado. Ele não reparava mais naquela poeira e na graxa que havia nas bancadas e em todos os postos de trabalhos; uma sujeira que onde ele encostava se sujava. Não reparava mais nas paredes sujas e mal pintadas, pelo contrário, achava era bom, que aí, se alguma coisa respingasse, nem fazia diferença. Conformava-se com a má alimentação e quanto ao vestiário e banheiros, ele já até conseguia usar o vazo sanitário. Zé João tinha ficado completamente cego da sua visão critica (igual aos demais companheiros).

Na sua casa, ele nem percebeu, mas a parede do seu quarto estava mofada e ele convivia perfeitamente com aquelas manchas e respirava os esporos daquele fungo, por sinal que quase o matavam de alergia; o banheiro estava com infiltrações e azulejos quebrados, e ele usava perfeitamente aquele banheiro, com chinelo no chuveiro, para não cortar seu pé em um azulejo quebrado. Os estofados começaram a deteriorar, a sujeira começou a acumular-se e Zé João não fazia a manutenção e nem se importava.

Seu carro andava constantemente sujo, seu uniforme e cadernos de anotações para o trabalho estavam rasgados e imundos. Zé João estava contaminado com o grau mais elevado da cegueira de tanto ver e não agir.

E aí, a carapuça serviu? Qualquer semelhança deste fato com algumas realidades existentes por aí não é mera coincidência!

Quantas vezes, em nosso trabalho, conseguimos enxergar e sugerimos oportunidades de melhorias e, no entanto somos criticados pelos nossos colegas que passam a nos ver como sonhadores, chatos ou até mesmo uns ‘’puxa saco’’ que só querem aparecer diante das chefias e dos colegas de trabalho. Na verdade os que criticam são pessoas cegas, não conseguem enxergar que as mudanças vão trazer melhorias a todos. Lembre-se de que “o pior cego é aquele que não quer ver”. Vejamos a experiência que se segue [teria sido reportada originalmente por Albert Einstein].

Em um laboratório foi montado um cativeiro para macacos. Foi colocado no alto de uma escada um cacho de bananas. As bananas estavam bem madurinhas, já exalando aquele cheirinho gostoso de fruta madura, no ponto de comer. Ao mesmo tempo, foram colocados nesta mesma jaula um grupo de macaquinhos já com alguma fome, pois eles tinham ficado sem comer por alguns dias.

Mas, toda vez em que um dos macaquinhos ia subir na escada para pegar uma banana, uma pessoa jogava água gelada, bem fria mesmo, no macaco que tentou subir. E pior, os outros macacos também tomavam seu banho gelado!

O tempo foi passando, e os macaquinhos sempre tentando alcançar as cobiçadas bananas… Mas, sempre vinha o jato de água gelada e eles se recolhiam. Passadas várias tentativas de pegar alguma banana, os macacos, cansados de tomar um banho de água fria toda hora, passaram a ficar quietinhos em um canto da jaula e, além disso, começaram a bater em qualquer um que se arriscasse a pegar uma banana. Era melhor ficar com fome do que tomar aquela água gelada todo o tempo! Isto se repetiu tantas vezes quanto foram necessárias, até que nenhum macaco ousasse subir mais na escada para pegar bananas!

Neste ponto da experiência, um dos macacos foi retirado e um novo macaco, que nunca tinha tomado banho de água fria na vida, foi posto em seu lugar. Como era de se esperar, o novato foi logo subindo na escada para pegar uma banana. Recebeu uma verdadeira surra dos demais companheiros! Mas, atenção, a surra aconteceu apesar de que ninguém tivesse jogado água fria depois da troca do macaco. Não teve banho de água fria! Os outros macacos, jávelhos de casa” e que conheciam muito bem como as coisas funcionavam, batiam no novato assim mesmo. O novato não entendia nada! – “Mas, afinal, o que está acontecendo neste lugar?” – perguntava para si mesmo, um tanto assustado e dolorido. – “Por que eu não posso pegar aquelas deliciosas bananas?” E a pancadaria se repetia todas as vezes que o novato ousava agir de uma maneira diferente dos demais, tentando alcançar uma banana. Ele era puxado pelo rabo, pela perna e “pau nele!”, gritavam todos.

Passadas de novo várias tentativas de pegar alguma banana, o macaco novato, cansado de tomar surra toda hora, desistiu de pegar uma banana. Era melhor ficar com fome do que tomar aquela surra todo o tempo! Nenhum macaco voltou a subir mais na escada para pegar bananas!

Então, outro macaco também foi retirado do grupo e substituído outro novato, ou seja, um novato que nunca havia tomado o “tal banho” de água fria, ou mesmo experimentado as freqüentes surras dos mais velhos. Novamente, é claro, ele foi logo subindo a escada para pegar uma banana e imediatamente os demais companheiros deram uma surra nele. O interessante é que o primeiro novato, que nunca havia tomado o tal banho de água fria, também bateu no segundo novato. Ele batia, mas na verdade, nem sabia o por que. Só sabia que tinha que bater, afinal ele já estava enturmado e também já se considerava velho de casa! Conhecia muito bem como as coisas ali funcionavam. O segundo novato não entendia nada!!  – “Mas, afinal, o que está acontecendo neste lugar?” – ele também perguntava para si mesmo, assustado e dolorido.  – “Por que eu não posso pegar aquelas deliciosas bananas?” E a pancadaria se repetia todas as vezes que este segundo novato ousava agir de uma maneira diferente dos demais, tentando alcançar uma banana. Ele era puxado pelo rabo, pela perna e “pau nele!”, gritavam todos.

Assim foram feitas as trocas, um a um, de todos os macacos, e a mesma atitude se repetia, mesmo entre os novatos que nunca haviam experimentado o tal banho de água fria. À medida que eles iam se tornando “velhos de casa” e compreendiam como as coisas ali funcionavam, eles logo se aquietavam, não tentavam mais buscar a felicidade representada por aquela deliciosa penca de bananas e, se alguém o fizesse, cobriam o infeliz e inexperiente de “porrada”. – “É assim que tem que ser! Outros já tentaram mudar isto aqui antes, mas não dá certo de um jeito diferente! É melhor nem tentar por que não dá certo! Não pode!” – é o que costumavam dizer entre si e para os novatos, ansiosos por trazer um novo comportamento e novas atitudes.

Passadas várias tentativas de pegar alguma banana, os macacos, cansados detomar surras e de bater uns nos outros, voltaram a ficar quietinhos em um canto da jaula. De novo tinha se estabelecido a ordem daquele lugar, que determinava que era melhor ficar com fome do que… Do que mesmo??? Por que tanta pancadaria?? Ninguém sabia, mas era assim que tinha que ser!! Pegar bananas, nem pensar. Se tentar, “pau nele!!”

Quando todos os macacos já haviam sido trocados, repetiu-se a primeira troca, ou seja, introduziu-se um macaco novato. Ele, rapidamente, tratou de subir a escada para pegar uma banana.

Resultado: tomou uma grande surra dos demais companheiros!!!! Neste grupoque ali estava, por ironia e por paradigma, nenhum dos macacos sabia da existência da água fria. Mas, mesmo assim, dá-lhe “porrada”!!!!

Quantas vezes, em nosso dia a dia, a gente acaba agindo igual a estes macaquinhos?

Quando nos deixamos calar diante dessas pessoas nos tornamos cegos iguais a elas (igual ao Zé João). Portanto, encoraje-se, insista, não se deixe vencer por este tipo de pessoa (os verdadeiros “espíritos de porco”), acredite no seu talento, no que você acredita ser o melhor para todos. Vá em frente! Faça acontecer!

BOM TRABALHO e SUCESSO!

Extraído do livro  ”Qualidade! Heim? Como é que é?” –
Gustavo Adolpho Jorge Horta – edição de  Março de 2009 – GHCT

https://gustavohorta.wordpress.com/2012/05/02/nada-vejo-nada-falo-nada-ouco-ou-ignorar-os-fatos-nao-os-altera/

QUASE LÁ. OUTRO CAPÍTULO –

NÃO SOMOS TODOS CAMBISTAS…

Julho/2014 – Absolutamente não concordo. Não somos todos cambistas, como defende o senhor autor da crônica que defende a existência do comércio farto de ingressos promovido pelos compradores originais como sendo um comportamento “natural” de nosso povo.

No Brasil [ainda] não somos assim.

Existem sim, uma burguesia que vende a própria alma por um punhado de dinheiro.
São os que, apesar de cantarem o hino nacional à capela, não sentem nada pela própria nação, ainda que declarem a todos os pulmões seu amor à pátria. Pátria e nação são coisas diferentes.

São os que cantam à capela o hino nacional, mas vaiam a todos os mesmos pulmões o hino de outra nação, de outra pátria, a pátria ou nação de outros.

São os que mandam palavrões à Presidente eleita democraticamente e repetem o mesmo coro desrespeitoso por mais de uma vez, achando muito bonito o escândalo de sua falta de educação.

São a elite burguesa que sacaneia a família do “pereba” colombiano que acertou o jogador brasileiro, ameaçando, agredindo verbalmente, independente de gênero, sexo ou idade.
Esta gente aí não somos nós. Nós não somos assim em nossa esmagadora maioria!

Nós não somos todos cambistas!

NÓS NÃO SOMOS TODOS CAMBISTAS, até porque somos poucos que podemos pagar o preço que se cobra pelos ingressos destas partidas de futebol. Talvez, se pudéssemos tê-los comprado até os revenderíamos, não pelo prazer de obter estes lucros, mas pela possibilidade de ter um almoço melhorzinho ou de comprar aquela roupinha para nossa filha ou aquele brinquedo para nosso moleque. Um par de tênis, um sapato, uma mensalidade atrasada.

Mas, nós não pouco temposomos assim como tantos nos querem fazer acreditar.

NÓS NÃO SOMOS ASSIM!!

Resisto, pois tanto insistem e tantos insistem em assim nos fazer crer. Somos vira latas, mestiços, mas não somos esta praga que assola nosso país. Esta praga, ainda que tão grande, são esmagadora, repito, esmagadora minoria. Alguns milhares frente a duzentos milhões de honestos.

Mas, é certo mesmo que …

… há os que, idiotizados, ainda não entenderam que são manipulados!

Claro como água de pote.
NO BRASIL SOMOS TODOS IDIOTAS IDIOTIZADOS.
Uns mais do que os outros.

https://gustavohorta.wordpress.com/2014/07/08/nao-somos-todos-cambistas/

ORA BOLAS, NÃO ACABA NUNCA MESMO? CAPÍTULO –

MIDIÓTICOS, MIDIOTIZANTES, GRUPO DE CANALHAS, SABOTADCaptura de Tela 2016-04-19 às 10.52.05ORES DO PAÍS E DA NAÇÃO -FASCISTAS

Abril/2016 – E NÃO GOSTAM DE SEREM TRATADOS COMO FASCISTAS! CAMISAS PRETAS!

GOLPISTAS DE MERDA!
COVARDES!
CRETINOS LIGADOS AO PQ-PRIU!
TRAIDORES, SABOTADORES DO PAÍS DE DO POVO BRASILEIRO.
MERCENÁRIOS E SUA MERDELEZA!

coxinha Traidores da Patria 160
LEVANTA-SE UM TAPETE. DESCOBRE-SE SUJEIRA.
ABRE-SE A FOSSA, PERCEBE-SE MERDA FLUTUANDO.
INVESTIGA-SE QUALQUER BARBARIDADE NO BRASIL, ENCONTRA-SE O DEDO FÉTIDO DESTA AGÊNCIA DE SABOTAGENS E TRAIÇÃO, CONHECIDA COMO GBOBO, GBOEBELLS, REDE ESGOTO DE TELEVISÃO, REDE ESCROTO DE COMUNICAÇÕES.
Globo_Derrete02A EMPRESA ESTÁ ENVOLVIDA EM TUDO.
NINGUÉM SABE AO CERTO ATÉ ONDE VAI O BURACO (OU TOCA) DO COELHO!

A CÚPULA DO JUDICIÁRIO VÊ SINAIS DE QUE MORO EXTRAPOLOU? ESTAMOS EM MARTE?
OU SÃO TODOS FILIADOS AO PQ-PRIU?

JUSTICAOra bolas, os brasileiros decidiram nas urnas.

Os golpistas sabotadores, cretinos e traidores é que demonstram que o Brasil continua sem entender ou aceitar a lei Áurea.
Muito menos qualquer coisa relativa à redemocratização tão decantada.

coxinha Traidores da Patria 161
E, desgraçadamente, o país está sob o domínio de um quarto poder midiótico covarde, idiotizante (por isto midiótico) e safado, patrocinado por dinheiro estrangeiros, orgia suruba bacanalinteressado em controlar o país.

E o povo segue para o abatedouro, como inocentes nas câmaras de gás em certa época da história.

esculacho2

https://gustavohorta.wordpress.com/2016/04/25/midioticos-midiotizantes-grupo-de-canalhas-sabotadores-do-pais-e-da-nacao-fascistas/

ESPERA AÍ, JÁ CHEGA! MAIS UM CAPÍTULO –

POBRE POVO BRASILEIRO; POBRES DE NÓS

Junho/2012 – Bom dia. Boa semana. Lia agora pela manhã os comentários do nao existe maisjornalista Urariano Mota no Direto da Redação sobre a entrevista de Cláudio Guerra à Alberto Dines. O primeiro, Cláudio Guerra, carregador de cadáveres da época da ditadura militar das décadas de 60, 70 e 80 no Brasil; o segundo, jornalista, dos pouquíssimos que ainda têm alguma fé pública (desculpem-me, quando digo fé pública me equivoco, pois a grande maioria ainda acredita na revista Óia, no JN, etc.). –> se quiser, veja o link (http://www.diretodaredacao.com/noticia/entrevista-de-claudio-guerra-a-alberto-dines)

Minha maior perplexidade não se resume ao escândalo destes fatos, narrados por um dos responsáveis, ainda à solta, livremente limpando seus óculos pelas ruas de nossas cidades. Minha perplexidade é centrada na consciência de que esta herança ainda prevalece!

Nossas polícias ainda acreditam que é assim que se deve “trabalhar”. Nossos políticos ainda estão certos desta impunidade instaurada e prontos a “limparem seus óculos” com cuspe e flanelinha pelas ruas de nossas cidades. O que me deixa tonto de tanta perplexidade é que muitos de nós ainda leem as “páginas amarelas” e creem no que estão lendo! Assistem aos telejornais e acreditam. Se perdem em meio às telenovelas, aos imbecis e idiotas “reality shows“, à porcariada oferecida durante o jantar. Comem esta bos.., e se saciam com este “sab(o)er”.

Ainda há muitas e muitas “velhinhas de Taubaté” e ainda há novos e mais inescrupulosos torturadores, que aplicam suas torturas desta forma ainda mais letal e sutil, pois arrancam agora, não braços e genitálias, não apenas estupram e estouram pessoas por dentro, mas arrancam e dilaceram a capacidade crítica e qualquer possibilidade de melhorias no futuro.

E nós ainda discutimos a liberdade de imprensa! Ontem, junto com a minha mulher, eu assistia algum programa no canal do Sr. Senor Abravanel, vulgo Sílvio Santos. Para a minha surpresa, durante o programa apareceu um flash “Carrossel, blá, blá, blá”. O flash foi nitidamente subliminar! Mas isto é permitido? Não era proibida a propaganda subliminar? Cadê o Ministério Público? Como atualmente eu moro na roça, não assisto TV regularmente. Minha mulher e filha me disseram que isto é frequente no canal do vendedor de ilusões. MAS, NINGUÉM FARÁ NADA?

Comissão da verdade para um dado período de nossa história tão obscura e obscurecida! Muito bom, mesmo que um pouco tardia (talvez tarde demais!) – mas, “quae sera tamem“. Pessoal, cuidado com o hoje e o agora! Eles estão arrancando os cérebros de nosso povo! E a gente está calado!

Brava gente brasileira! Brava e tola! Pobre povo este nosso! Pobres de nós! Abraço e felicidade.

https://gustavohorta.wordpress.com/2012/06/11/pobre-povo-brasileiro-pobres-de-nos/

TÁ BOM, PARA ACABAR, ÚLTIMO CAPÍTULO –

EU NÃO QUERO MUDAR SUA CABEÇA…

Agosto/2012 – Eu não quero mudar sua cabeça.
E não quero mesmo.
Quero mudar seu coração.
Quero que você queira.
Desejo muito.Image
Com ventos que batem de todos os lados, que apontam em direções diversas.
Ventos que trazem novos aromas
Que você nunca sentiu ou percebeu,
E que teme experimentar.
Eu não quero mudar sua cabeça,
E não quero mesmo.

Quero mudar seu coração.
Quero que você queira.
Com sopros suaves e alguns mais ácidos,
Outros fortes e magros ainda que robustos e transformadores,
Plenos de hálito,
Plenos de sabor,
E, ao mesmo tempo, cheios de vontade
De alterar a rota de suas convicções.
Pois convicções não são cerebrais,
As certezas são do coração,
E resultam em um cemitério em suas mentes,
Tomadas por sepulturas com seus cadáveres.
Alguns em decomposição, apenas em ossos,
Outros já fossilizados.

Certezas não mudam,
Certezas estão sempre certas,
Certezas não deixam novas experiências.

Novas experiências que levam a novos caminhos,
Novos caminhos que levam a outros destinos.

Não conhecemos nosso destino,
Então por que ficar escolhendo?
Deixe o vento levar,
Deixe o sopro alterar,
Deixe o hálito aromatizado guiar para onde quer que a vida queira ir.

Saia desta certeza,
Saia de sua precisão e arrisque-se.

Eu não quero mudar a sua cabeça.
Mas, eu quero mesmo é que você se deixe mudar,
Você se deixe mudar em seu coração.
Não volte ao mesmo,
Tente o novo.
Quem sabe ele possa surpreender você.

Tente o novo e viva,
Tente o novo e arrisque-se,
Pois, sem arriscar-se é manter-se incólume,
Mas sem poder apreciar as aventuras de arriscar-se,
Aventuras e desventuras, com certeza.
Nunca se sabe.
Mas aí é que está o grande barato de viver.

A vida não tem roteiro definido.
Não é escrita por ninguém que não seja autobiográfica.
Só você pode escrever sua vida.
Mas só se você quiser.

Eu não quero mudar sua cabeça.
Mas quero que você pense na possibilidade de mudar seu coração.
Experimente a sensação,
Quem sabe você gosta.
E, se não gostar, mude de novo!

Mas, se não quiser, azar o seu!
Eu mudo sempre.
Sem paixão pela coerência,
Posto que penso.
E, como penso,

Mudo.
Abraço e felicidade.

https://gustavohorta.wordpress.com/2012/08/29/eu-nao-quero-mudar-sua-cabeca/

Uma resposta para “Hoje, pela manhã – E deu nisso, uma retrospectiva bem cansativa”

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  1. ASIM É. PAÍS SEM PUDOR! E HÁ QUEM MULTIPLIQUE COISAS IDIOTAS ASSIM… | Gustavo Horta - 12 12-03:00 fevereiro 12-03:00 2017

    […] “Hoje, pela manhã – E deu nisso, uma retrospectiva bem cansativa“ […]

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