Outra farsa, outra “bolha”. Os “bolhas”, tolos, babacas somos nós

24 ago

O capitalismo não funciona.

O sistema apenas trata dos privilégios de uns mínimos que vivem e exploram o trabalho e o esforço de outros tantos e tantos.

TRABALHO E CAPITALIsto não pode se sustentar. E, a cada intervalo de um quinquênio ele quebra, ele estoura.

Aí os caras espertamente inventaram o nome de “bolhas”.

Bolhas e estúpidos somos nós que ainda acreditamos nestes farsantes e ficamos em um ‘ping-pong’ entre comunismo e capitalismo, uma discussão burra sectária. Um debate maniqueísta que só interessa aos que querem desviar as nossas atenções e manter as coisas como estão, pois estão cada vez mais ricos, cada vez mais endinheirados.

O desequilíbrio é evidente, a farsa sequer sussurra, a farsa berra aos ouvidos surdos ensandecidos com a possibilidade de ‘enrique-ser’. Todos querem ser ‘enriques’, mas para rei são poucas as vagas e reservadas apenas para a nobreza de sangue azul, você está entendendo.

Tantos são iludidos, até mesmo com a possibilidade estatisticamente nula de ganhar dinheiros nas diversas loterias mundo afora, nas bancas de apostas por aí espalhadas. Ilusão, ilusionismo, tolice. Ensandecedores.

As pessoas tendem a desviar sua atenção e não fazem o que gostam e nem gostam do que fazem, mas, mesmo assim, continuam fazendo! Parece incrível que algumas pessoas assim se submetam, mas é verdade demais! Outra vez, na verdade, pessoas em “pecado mortal”, as pessoas que se privam ou são provadas da felicidade. Felicidade tratada apenas como uma palavra poética de algo não possível, apenas utópico, distópico não fosse a viver como se apresenta a qualidade da vida a que se reserva, a qualidade da vida a que se presta.

liberdade&libertinagemUma economia ‘globalizada’ e altamente cartelizada, fantasiada pelos mais diversos ‘lobistas’ que envolvem toda a vida pública, aqui no Brasil e no exterior (pode escolher o lugar). O capitalismo, como nomeou Karl Marx, está extinto, posto que não há, e já faz tempo, livre mercado ou lei da oferta e procura. Os mercados são viciados e os preços são ditados e manipulados pelos cartéis, em seus mais diversos e criativos malabarismos e eufemismos ilusionistas. O que se vive é esta economia dita globalizada cartelizada, em trustes consagrados, com a socialização de prejuízos e privatização do estado e, sobretudo, a privatização dos lucros.

Enquanto me conheço e reconheço como um idiota idiotizado, observo alguns que, idiotas, se avaliam como letrados. Tentam defender o não defensável, tentam defender este ‘capitalismo’ indefensável, associando o pensamento de que um socialista deve ser pobre e miserável, uma ideia anacrônica plantada pelo sistema ocidental. Existem países socialistas de verdade – o que não foi o caso da URSS (sabido e conhecido por quem estuda só um pouquinho) – em que a renda per capita é muito elevada e as pessoas têm boa qualidade de vida. A associação  do socialismo à pobreza é uma das coisas mais imbecis que eu já li.

Não importa. O debate não poderia ficar estagnado como está há tantas décadas entre uma ou outra doutrina econômica. Aliás, nem uma nem outra já que poucos são os exemplo de qualquer uma delas. De qualquer modo, as doutrinas são econômicas e não, como acabaram se tornando ou foram transformadas, em doutrinas ou convicções políticas. Idiotice. Acaba-se por se perder o que ambas poderiam oferecer de útil e proveitoso para a sociedade.

Veja só, não é fruto do acaso que os debates assim se polarizaram ao redor das orientações políticas. Há enormes interesses para assim se conduzir a manada social, como manada sempre tratada. Somos diariamente iludidos, enganados, roubados. Contam-nos mentiras, usam e abusam de sofismas para nos idiotizar. Eufemismos a cada dia, como o são estas ‘bolhas’. E tantas vezes logram sucesso.

desesperoVivemos em um sistema que convive tranquilamente com o envenenamento diário de leite, chegando dia desses aí à identificação de algo como cem milhões de litros fraudados com soda cáustica no sul do país, por exemplo, que nenhuma mudança resultante de alguma investigação séria e consistente promoveu ou promoverá. Ao contrário, sistemas assim podem nos envergonhar, mas, pior, podem nos viciar. É água envenenada, é falta de água, criticidade em transporte, deficiências seguidas e sucessivas no atendimento às necessidades básicas do cidadão.

Nada disso é fruto do acaso, apenas orquestrado pelos ‘capitalistas’ dominadores que, por meio do medo, por meio do pânico, obtêm mais sucesso em suas manobras cretinas, covardes e cruéis. Alimentar o ódio, alimentar os conflitos, desviar as atenções. Desviar as atenções enquanto metem a mão em nosso bolsos, sempre, é claro, “passando a mão em nossas bundas” expostas e ali à disposição.

Agora o golpe está circundando o mundo da China e seus ‘investidores’. Sempre me perguntei onde estava o dinheiro que ali vem sendo investido desde o início dos anos 2000. Seriam apenas recursos do estado chinês? Seriam recursos internacionais, em fuga dos outros rombos ocidentais como o foram a “bolha” das empresas .com, como o foi o estouro imobiliário estadunidense, como foi o desastre, anteriormente, dos taos ‘tigres asiáticos’, o milagre japonês, a crise russa, a crise dos petrodólares, e vai por ai, crise após crise, sempre escondendo, sempre escamoteando a incompetência e a impossibilidade lógica do modelo selvagem capitalista em vigor.

sumir1Muitas vezes remeti meu raciocínio ao nosso velho conhecido “milagre brasileiro”, realizado a custas de muita inflação e reservas inexistentes, através de capital estrangeiro tomado em uma quantidade inacreditável. Capital que, à época, não tinha para onde migrar não fosse a esperteza de uns contra o tolice e ingenuidade de outros. No momento chinês, as semelhanças são muito grandes, porém em escalas muitas vezes maiores.  Coisa semelhante se dá na China, é a minha teoria não comprovada, apenas hipótese. Mas uma hipótese que apresento em minhas discussões há muitos anos.

O grande problema é em relação às proporções, como antecipei, em relação às escalas. O déficit extraordinário gerado pelo “milagre brasileiro” resultou em umas duas décadas perdidas para nós, brasileiros. O mundo nem sentiu cócegas em face de nossa dimensão tão insignificante no cenário mundial.

Confuso demais2Por ouro lado, o déficit chinês é estrondoso – faz tempo que se pode ler artigos, diversos, sobre isto, tratando inclusive das proporções da dívida chinesa (alguns publicados por mim em outras redes sociais anos atrás, por exemplo “O fim apocalíptico desta espécie humana”, em fevereiro/2014, que pode ser visitado em https://gustavohorta.wordpress.com/2014/02/19/o-fim-apocaliptico-desta-especie-humana/). Enquanto o nosso “milagre” gerou duas décadas de estagnação no mercado interno e muitos planos e pacotes econômicos ‘supervisionados pelo malfadado FMI’, golpes internos na economia popular e salvadores da pátria oportunistas que até hoje andam por aí, o “negócio da China” poderá trazer, e se assim for de fato trará, um impacto na economia mundial sem fatos memoriais com os quais se compararem. Talvez nem a grande recessão possa servir de livro de ensinamentos. Talvez tenhamos uma capeta2nova guerra mundial por conta desta quebradeira. E isto é muito possível! Mais que possível, em minhas hipóteses, provável! Infelizmente, provável.

Muito pessimista? Tomara, quem sabe? Tomara seja mesmo muito pessimista este cenário.

Não se iludam. Não sejam iludidos. Não iludam. Não ajudem a iludir. Não se acumpliciem aos canalhas oportunistas. Cuidado. E, acreditem, não acredito mais que sejamos todos (apenas) babacas…

Uma resposta para “Outra farsa, outra “bolha”. Os “bolhas”, tolos, babacas somos nós”

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  1. ASIM É. PAÍS SEM PUDOR! E HÁ QUEM MULTIPLIQUE COISAS IDIOTAS ASSIM… | Gustavo Horta - 12 12-03:00 fevereiro 12-03:00 2017

    […] “Outra farsa, outra “bolha”. Os “bolhas”, tolos, babacas somos nós“ […]

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