Parece muito, parece demais. Parece mesmo?

7 jul

orgia suruba bacanalA política, em especial a política brasileira, tem uma impressionante semelhança com um bacanal, uma orgia, uma suruba. Cada um pega o que consegue, cada um dá o que tem e o que não tem. Quase sempre, muitas vezes, dá o que não tem. O que tem tenta preservar, tenta proteger e tenta dar o que é de outrem. A analogia é cruel, sórdida, mal educada, apelativa. Mas soa como tão real!

O pior da estória é que os ânus são sempre os nossos, esculachados, esculhambados, arregaçados. Usados e abusados. Pior ainda, alguns de nós sequer percebem tamanho é o desgaste pelo uso e abuso. Tornaram-se zumbis, tornaram-se idiotas idiotizados, assim como todos nós, mas sequer perceberam o quanto são usados, o quanto são manipulados. Tanto que alguns, com seus pequenos, dormentes e atrofiados pênis tentam também participar da parte ativa, sem perceber, já são ‘pegos de jeito’. Há até alguns com pênis vestigiais a tentar atuar na parcela ativa.

Contudo, na vida real, ao anoitecer, a quadrilha se reúne, os do lado de lá com os do lado de cá. Sentam-se ali na Avenida Paulista com seus patrocinadores a tomar uísque e comer os canapés de ovas de esturjão e a planejar o próximo golpe, a próxima cortina de fumaça e como irão nos ‘enrabar’ outra vez e de novo. Tendo ou não tendo o órgão requerido, mas adquirem próteses e fazem o que consideram ser a festa. Protegidos ou não, não importa.

E assim começa o dia seguinte no bacanal. Arma-se o bordel, com algumas estruturas fixas como prédios, edificações, teatros e plateias. E começa-se a encenação. Uns de um lado, outros do outro lado. Na verdade, um grande e soberbo conluio. E a suruba continua.

Os ânus de sempre, sempre esculachados, sempre esculhambados, sempre arregaçados ainda são cobiçados pela mesma quadrilha canalha, também a de sempre. Essa gente nos estuprou, nos abusou, nos violentou por décadas ou por ‘secula seculorum’, mas ainda quer mais. E sempre mais. Planejam e se organizam para tentar de novo e sempre nos ‘enrabar’. Não tem fim, nunca basta, nunca é o suficiente.

capeta2Tornaram-se maníacos, tornaram-se discípulos do capeta. Tornaram-se o próprio capeta, o próprio coisa ruim. Discípulos que em muito superaram o mestre Satanás.

Três poderes ditos independentes mas que. com todas as manipulações construídas nestas últimas décadas, durante e pós-ditadura militar, tornaram-se de fato tão entrelaçados que pouco se pode reconhecer de cada um deles. “É dando que se recebe” tornou-se a prece, tornou-se a prática comum e comandante.

Aí, fomentados pelas táticas e, antes delas, pela estratégia estadunidense de domínio, alimenta-se e fomenta-se um quarto poder, a mídia (eletrônica, em papel, em papel couché, nas tevês, na internet, nas revistas, nos jornais). Financiada e garantida, esta gente ‘chuta o balde’ e transgride todas as noções e ensinamentos clássicos do que seja uma imprensa. Entraram na suruba com papel ativo de estupradores.

Este é o verdadeiro ‘ovo da serpente’, com as mesmas características descritas com brilhantismo por Bergman para o nazismo e que aqui se repete. O ovo que chocou e deu origem ao que aí está. Chocou e a alguns de nós consegue mesmo chocar. Uma república com quatro poderes, que jamais aceitará qualquer tipo de mudança ou qualquer ameaça à hegemonia do donos do poder. Ninguém que ir à padaria de carro ou à pé. Manda-se os serviçais ou então se vai de helicóptero. Alguns de ‘helipóptero’.

As cobras reais são répteis mais confiáveis, certamente.

Todos cobiçam as mesmas coisas. Só que o que se pode cobiçar está em exaustão, posto não haver reposição, só retiradas, ainda que com entradas profundas, penetrações profundas.

Golpe? Que golpe? Tudo farinha do mesmo saco, misturados entre si pelos ditadores militares, com o apoio logístico e de inteligência conhecidos. Somos, na verdade, um campo de treinamento e de prospecção e exploração.

Golpe? Tenho lido coisas assim desde que um certo carinha, com suas mais de duas dezenas de processos e ainda assim eleito – ficha suja nunca funcionou e não vai funcionar (ficha suja? faz-me rir!) – vem comandando a quadrilha usual para arregaçar o povo brasileiro. Já li sobre juízes “indignados”. Já li sobre corregedores “indignados”. Já li que a OAB está “indignada”… E a quadrilha age tranquila, acobertada pela figura exuberante do carinha construído por um dos poderes mais penetrador da república. Foi colocado tanto brilho no carinha que sequer se percebe que, de fato, os massacres, os estupros são executados por uma enorme e expressiva maioria ali naquele cenário de perplexidade. O carinha é a cortina de fumaça perfeita a enuviar a visão da população. As vitórias ‘escravocratas’ tem se mostrado estrondosas ‘goleadas’, com ‘meia dúzia’ de adversários a posicionarem-se contrários.

A sociedade está descalça. A sociedade está de bruços. A sociedade está usada e abusada. A sociedade tanto se abaixou, tanto se curvou, que está com a bunda de fora. A sociedade não percebe a extensão da penetração e sua “deep throat”. Golpe? Que golpe? Já aconteceu há tempos. Nem sempre é bom, né não?

Quer saber de uma coisa. O estupro está mesmo acontecendo na suruba brasil. Mesmo não querendo participar, nossa participação é compulsória e passiva. Passiva em todos os sentidos. Assim, pergunto, vamos tomar no suco?

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