Difícil, muito difícil

10 jan

O marketing e os marqueteiros “tomaram conta do pedaço”. É difícil demais separar o que é notícia e o que é matéria paga (‘merchandizing’). É tanta pseudo notícia, são tantos factoides que os mais cuidadosos ficam a cada dia mais céticos em relação ao que se lê, ao que se ouve, ao que se assiste.

ImageEntrevistas aparentemente sérias acabam por se mostrar, em curto prazo, encomendas. E não há qualquer aviso. Os incautos caem nas armadilhas que são frequentes, eventualmente com espaço maior do que a notícia real. E, olha só, incautos não são, necessariamente, ignorantes.

Em paralelo, o jornalismo começa a se confundir com os autores de novelas. Vê-se cada reportagem que mais parecem trechos das paupérrimas novelinhas que por aí se mostra e apresenta. Haja vista as séries de ‘reportagens especiais’ – coisa difícil de se ver no jornalismo das redes televisivas (para mim, impossível de se ver).

Há já alguns, que além de não terem a minha fé, a minha credibilidade, para os quais não dou o prestígio de minha leitura ou audiência, causam-me repulsa. Às vezes começo a ler, de forma inadvertida alguma matéria, sobretudo apresentada na internet (quase minha única fonte de informações atualmente – tenho evitado a mídia em geral), quando identifico, até pelo sotaque, alguns dos cidadãos aos quais tenho repulsa. Vou direto ao final do texto para ver a assinatura/autoria. Confirmada minha suspeita, interrompo imediatamente minha leitura. Hábeis na arte de sofismar, hábeis na arte de iludir, cretinos e vendidos. Canalhas mesmo.

Lamento algumas vezes por ser mesmo assim. Quando repudio alguém, não consigo ter qualquer tipo de admiração, ainda que esporádica. Alguns são mesmo talentos brasileiros, talentos reais, mas, infelizmente, a serviço do mal (no sentido mais amplo e social, sem qualquer conotação religiosa, até porque não as pratico nenhuma).

Acho ótimo quando me deparo com pessoas que pensam de forma divergente da minha, posto ser uma deliciosa oportunidade de realizar novos aprendizados; oportunidades raras de mudar, já que não tenho nenhuma paixão por coerência. Respeito e até mesmo concordo que alguns dos vermes, por mim assim definidos, sejam entendidos como inteligentes e talentosos por alguns. Reitero que assim o são avaliados também por mim. Apenas usam tão prodigiosos predicados com os quais são brindados para o mal.

O fato de que alguém seja meu “inimigo” não o torna burro, incompetente ou pouco inteligente. Apenas tenho a clareza de que estamos em lados diferentes e o considero como usando seus adjetivos, de novo, a meu juízo, a serviço do mal. Seria isto loucura, insano? Pois, então, estou ou sou louco!

Há alguns destes aí que não prestam, sempre a meu juízo, manipuladores, agentes verbosos e loquazes do sistema, sistema este ao qual tenho tantas reservas. São, para mim, de novo, inteligências a serviço do mal. Inteligentes, portanto, mais cuidado com esta gente.

As coisas por aí veiculadas devem mesmo ser lidas, ouvidas e assistidas com cuidado. Em especial opiniões como as desta gente repulsiva das diversas redes televisivas, concessionárias públicas, que invadem de qualquer jeito e sem pedir licença os lares brasileiros. A gente deve procurar ler/entender as entrelinhas e as intenções. Aliás, uma de meus mestres e gurus um dia me ensinou que o leitor alfabetizado é aquele que sabe ler as entrelinhas!

Uma coisa é certa: quando as redes televisivas e as grandes e poderosas mídias impressas emitem uma opinião sobre qualquer coisa, a verdade, provavelmente, é o inverso daquilo ali apresentado! Tenho agido assim, e tenho, na esmagadora maioria das vezes, visto que o oposto é o verdadeiro!

Abraço e felicidade, sempre.

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